O governo federal avalia demolir a Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump realizado no último fim de semana.
A jovem caiu de aproximadamente 40 metros de altura depois de ser lançada sem estar conectada ao equipamento de segurança.
A estrutura, que pertence à União e está desativada para o tráfego de veículos há cerca de três décadas, passou a ser alvo de discussões entre a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e as prefeituras de Limeira e Cordeirópolis.
Os municípios manifestaram apoio à possibilidade de demolição para evitar novos acidentes.
Enquanto a decisão definitiva não é tomada, serão adotadas medidas para restringir o acesso ao local, incluindo a instalação de placas de proibição, barreiras físicas e a reabertura de uma vala utilizada para impedir a passagem de visitantes.
Apesar de não ser autorizado para atividades recreativas, o espaço se tornou conhecido entre praticantes de esportes radicais e turistas.
Em 2024, após a morte de uma ciclista na mesma área, a SPU já havia solicitado o bloqueio do acesso e o reforço da sinalização de risco.
A morte de Maria Eduarda é investigada pela Polícia Civil como homicídio. Imagens analisadas pelos investigadores mostram a jovem sendo erguida pela equipe responsável pela atividade e lançada da ponte sem qualquer equipamento de segurança preso ao corpo.
Três homens ligados à organização do salto foram presos em flagrante e tiveram as prisões convertidas em preventivas pela Justiça de São Paulo.
Eles responderão por homicídio com dolo eventual, por supostamente assumirem o risco de provocar a morte da vítima.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de JD1
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