Retomada UFN-3: Petrobras dá novo passo em Três Lagoas

A Petrobras avançou decisivamente na retomada da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-3), em Três Lagoas (MS). Após a aprovação do Conselho de Administração da estatal em abril de 2026, o cronograma oficial indica que o canteiro de obras deve registrar os primeiros movimentos de mobilização entre junho e julho deste ano. O investimento estimado para a conclusão da planta é de aproximadamente US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões).

Cronograma e Mobilização em Três Lagoas

A etapa atual consiste na finalização das assinaturas de contratos com as empresas e consórcios vencedores dos 11 pacotes licitatórios. Segundo diretrizes da Petrobras, a mobilização física e o início das atividades de engenharia ocorrem em até 60 dias após a formalização desses documentos. Com a conclusão dos processos contratuais prevista para maio, a expectativa regional é de que as empresas iniciem a montagem de estruturas e contratação de pessoal já no próximo mês.

Impacto na Geração de Empregos

A retomada da UFN-3 é projetada como um dos maiores motores econômicos do Leste de Mato Grosso do Sul e do Noroeste Paulista. Estimativas oficiais apontam a criação de até 8 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos, durante o pico das obras de finalização.

Além de gerar empregos, a UFN-3 promete fortalecer a autonomia do Brasil na produção de fertilizantes, crucial para a segurança alimentar no país, especialmente em um momento de crescente demanda por produtos agrícolas. A expectativa é que a unidade não apenas reduza a dependência de importações, mas também impulsione o agronegócio local, promovendo um desenvolvimento econômico sustentável na região.

Soberania e Produção de Fertilizantes

Quando entrar em operação plena, prevista para o primeiro semestre de 2029, a UFN-3 terá capacidade nominal para produzir 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia por dia. A unidade é considerada estratégica para o agronegócio brasileiro, com potencial para reduzir em até 15% a dependência nacional de fertilizantes importados, atendendo prioritariamente os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo.

Fonte: https://andravirtual.com.br