Pastor pega 70 anos de prisão por &stvprar filha e enteadas

Justiça de Campo Grande condenou o pastor evangélico Renato Teles da Silva a 70 anos de prisão por estupros reiterados contra três vítimas, a própria filha e duas enteadas.

Ele está preso desde janeiro deste ano, quando foi localizado no bairro Vila Ieda pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), com apoio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).

Na época da prisão, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) informou que Renato atuava como pastor em uma igreja da Capital e era investigado por estupro de vulnerável contra filhas/enteadas e a ex-esposa, além de crimes relacionados à Lei Maria da Penha.

A investigação começou após uma ocorrência registrada na 1ª DEAM, em 20 de janeiro de 2026.

Na ocasião, a delegada de plantão representou pela prisão preventiva. Depois, a DEPCA assumiu a apuração dos fatos relacionados às vítimas menores de idade.

Segundo o registro policial, a denúncia partiu da ex-companheira do investigado.

Após uma conversa familiar motivada por conflitos decorrentes da separação, as vítimas relataram ter sofrido abusos sexuais quando eram crianças ou adolescentes.

Os abusos, conforme o registro, teriam ocorrido entre 2014 e 2024, período em que Renato era padrasto e pai das vítimas.

O documento também registra relatos de ameaça e violência psicológica no ambiente doméstico.A ação que resultou na condenação foi movida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), com atuação de Vitória Zanotim como assistente de acusação.

Ela é especialista em crimes relacionados às relações familiares e defesa de vulneráveis.Conforme a apuração, os abusos começavam com toques em regiões íntimas, muitas vezes apresentados às vítimas como “carinho”.

Segundo o caso, os atos evoluíam gradualmente até a consumação de conjunção carnal.A investigação aponta ainda que os crimes ocorriam principalmente dentro de casa, quando o acusado estava sozinho com as vítimas.

Conforme o material, ele não exercia atividade laboral externa regular, o que favorecia a permanência no ambiente doméstico.O JD1 Notícias procurou a defesa de Renato Teles da Silva, mas não conseguiu contato.

A decisão ainda pode ser questionada pela defesa dele em outras instâncias do Poder Judiciário.

Informações de JD1

Foto:Ilustrativa