Oscar Martins Filho: o fotógrafo que eternizou mais de 50 anos da história de Três Lagoas

“Uma pessoa um tanto relaxada, que leva a vida na base da intuição.” Era assim que Oscar Martins Filho costumava se definir. Falecido em setembro de 2018, ele deixou um legado marcante para Três Lagoas, sendo reconhecido como o fotógrafo mais antigo em atividade na cidade na época de sua morte. Durante mais de meio século, registrou momentos históricos, famílias, eventos e a transformação do município através de suas lentes.

Oscar iniciou sua trajetória na fotografia em 1962, aos 17 anos, trabalhando ao lado do irmão mais velho, Otacílio Martins, já falecido. Apaixonado pelo ofício, aprendeu cedo que a fotografia exigia dedicação, sensibilidade e olhar atento para eternizar histórias.

Em 1968, decidiu seguir novos caminhos e deixou o estúdio do irmão para montar um laboratório fotográfico dentro da empresa Camargo Corrêa, responsável pelas obras da Usina Hidrelétrica de Jupiá. O empreendimento, porém, não teve o retorno esperado. Diante das dificuldades, passou a atuar como apontador e auxiliar de escritório, sem abandonar o sonho de viver da fotografia.

Foi em 15 de setembro de 1969 que nasceu oficialmente o Condor Foto, empresa que se tornaria referência em Três Lagoas. O primeiro prédio funcionava na Rua Paranaíba, em um imóvel alugado de Antero, considerado o primeiro fotógrafo da cidade.

Com talento e perseverança, Oscar construiu uma trajetória sólida. A fotografia lhe permitiu criar os filhos, conquistar patrimônio e acompanhar de perto o crescimento de Três Lagoas, cidade que ajudou a retratar ao longo de décadas.

Mais do que fotógrafo, Oscar Martins Filho se tornou parte da memória afetiva do município, eternizando em imagens capítulos importantes da história três-lagoense.

João Maria Vicente

Foto – Arquivo pessoal