Castilho esteve entre os municípios onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão na quinta-feira, 6 de agosto de 2026, durante a Operação Máquinas de Areia. A ação investiga possíveis crimes relacionados a contratos públicos da Prefeitura de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul.
A operação foi deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e da 7ª Promotoria de Justiça de Três Lagoas.
Ao todo, foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão para endereços situados em Três Lagoas, Campo Grande e Terenos, em Mato Grosso do Sul, e Castilho, no Estado de São Paulo.
O cumprimento das ordens judiciais em Castilho contou com apoio da Polícia Militar paulista, por meio de equipes do 28º Batalhão de Polícia Militar do Interior.
Prefeitura de Castilho não aparece como alvo
As informações oficiais divulgadas até o momento não apontam a Prefeitura de Castilho como alvo da operação. Também não existe confirmação de que os agentes tenham realizado buscas na sede da administração municipal ou em alguma secretaria de Castilho.
Os contratos investigados foram celebrados pela Prefeitura de Três Lagoas. A presença das equipes em Castilho corresponde a um desdobramento da investigação conduzida pelo Ministério Público sul-mato-grossense.
O MPMS não divulgou quantos dos 19 mandados foram cumpridos em Castilho, os endereços vistoriados, os nomes dos investigados ou os materiais apreendidos no município paulista.
Imóveis particulares teriam recebido as buscas
Segundo apuração publicada pelo portal Roni Paparazzi, as buscas em Castilho teriam ocorrido em uma clínica de estética e em um rancho pertencentes ao mesmo casal.
O veículo informou que documentos teriam sido recolhidos na clínica, enquanto aparelhos eletrônicos teriam sido apreendidos no rancho. Esses detalhes não constam no comunicado oficial do MPMS e, até o momento, não foram confirmados individualmente pelo órgão.
Não houve divulgação oficial de prisão realizada em Castilho. O cumprimento de um mandado de busca e apreensão também não significa que a pessoa investigada tenha cometido crime.
Investigação envolve contratos superiores a R$ 100 milhões
De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a investigação apura a possível atuação de uma organização criminosa composta por empresários e servidores públicos.
O grupo é investigado por suspeitas relacionadas a crimes licitatórios, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. As apurações estão concentradas em contratos públicos firmados com a Prefeitura de Três Lagoas.
Os contratos envolvem locação e fornecimento de veículos, máquinas e equipamentos pesados, além da prestação de serviços e da execução de obras de infraestrutura para revestimento primário de vias.
Segundo o MPMS, os contratos e aditivos celebrados entre 2018 e 2026 ultrapassam, quando somados, R$ 100 milhões. Esse valor corresponde ao total dos contratos examinados e não representa, necessariamente, o montante supostamente desviado.
Suspeita de pagamentos incompatíveis com serviços
O Ministério Público informou ter encontrado evidências de pagamentos públicos que não corresponderiam aos serviços efetivamente realizados. A suspeita é de que essas diferenças tenham possibilitado desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito dos envolvidos e prejuízo à população.
Os mandados foram autorizados judicialmente no âmbito de um procedimento que apura crimes contra a administração pública e outros delitos relacionados.
A Operação Máquinas de Areia permanece em fase de investigação. Até a divulgação das informações oficiais, não havia notícia de denúncia criminal recebida pela Justiça, julgamento ou condenação dos investigados nesta operação.
Foto: Gecoc/MPMS.

