A intensa onda de calor que atinge a França já provocou a morte de 40 pessoas nos últimos cinco dias, segundo autoridades do país.
A maioria das vítimas era formada por jovens que tentavam se refrescar em rios, lagos e praias durante as temperaturas extremas.
O episódio ocorre em meio ao que foi classificado como a noite mais quente já registrada na França desde o início das medições meteorológicas, em 1947.
A temperatura média nacional durante a madrugada atingiu 21,6°C, superando o recorde anterior de 21,4°C registrado em 2019.
Sem ampla cobertura de ar-condicionado nas residências, o país enfrenta uma série de impactos causados pelo calor extremo.
Escolas foram fechadas, eventos cancelados e parte da malha ferroviária teve serviços interrompidos devido às altas temperaturas.
A tragédia também atingiu uma família no sul da França. Duas crianças, de 2 e 4 anos, foram encontradas mortas dentro de um carro estacionado na cidade de Carpentras.
As vítimas estavam em parada cardiorrespiratória quando foram localizadas pelos bombeiros. A mãe das crianças foi detida pelas autoridades para investigação.
O serviço meteorológico francês colocou 54 departamentos sob alerta vermelho, o nível máximo de atenção.
A medida relembra a grave onda de calor de 2003, responsável por cerca de 15 mil mortes no país.As previsões indicam que as temperaturas continuarão acima dos 40°C até o fim da semana.
O fenômeno é causado por um bloqueio atmosférico conhecido como “Bloco Ômega”, que mantém uma massa de ar quente estacionada sobre grande parte da Europa.
Além da França, países como , e também enfrentam os efeitos da onda de calor.
Especialistas alertam que a Europa é atualmente o continente que mais aquece no planeta, com temperaturas aumentando em ritmo duas vezes superior à média global desde a década de 1980.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Metrópoles
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