A disputa jurídica entre as viações Guerino Seiscento e Andorinha ganhou um novo e dramático capítulo nesta terça-feira (18). A Guerino recebeu a documentação oficial da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) determinando a paralisação imediata de 23 linhas interestaduais. A medida atinge em cheio a rotina dos passageiros de Três Lagoas (MS), que utilizam o transporte para se deslocar até grandes capitais e polos regionais.
Com a nova determinação, voltam a valer as medidas cautelares da ANTT que suspenderam os Termos de Autorização da empresa. A “novela” se arrasta após sucessivas decisões, liminares, retomadas e reviravoltas na Justiça, deixando os usuários em constante estado de incerteza.
O Impacto Direto na População de Três Lagoas
O município de Três Lagoas é um dos pontos mais afetados pelo corte de itinerários. Entre as autorizações suspensas que atendem diretamente a cidade, destacam-se rotas fundamentais para o fluxo de passageiros:
- Três Lagoas (MS) × São Paulo (SP)
- Três Lagoas (MS) × Curitiba (PR)
- Brasília (DF) × Três Lagoas (MS)
Além dos trechos ligados diretamente a Três Lagoas, o bloqueio também atinge conexões essenciais no estado e na região, englobando municípios como Campo Grande e Brasilândia.
Entenda a Batalha Jurídica
O impasse envolve acusações feitas pela Viação Andorinha em relação às operações da Guerino Seiscento. A denúncia aponta supostas irregularidades, como a realização de atendimentos intermunicipais no estado de São Paulo utilizando-se de autorizações destinadas exclusivamente a linhas interestaduais.
A Guerino Seiscento nega qualquer ilegalidade e recorre tanto na esfera administrativa quanto no Poder Judiciário. Como a decisão atual ainda cabe recurso, a empresa deve entrar com novas medidas para tentar reverter a suspensão e restabelecer as viagens nas rotas afetadas.
Incerteza para o Passageiro
Enquanto as empresas duelam nos tribunais, o prejuízo direto recai sobre quem precisa viajar. Moradores de Três Lagoas que utilizam os serviços para trabalho, estudos ou tratamento de saúde ficam reféns do vaivém de liminares — que ora liberam a circulação da frota, ora exigem a paralisação total das rotas.
João Maria Vicente
Foto – Arquivo
