Mato Grosso do Sul colocou seis municípios entre os dez maiores valores de produção da silvicultura do Brasil em 2025, segundo dados da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (24).
Três Lagoas lidera o ranking nacional, com R$ 1,83 bilhão em valor de produção. Na sequência aparece Ribas do Rio Pardo, com R$ 1 bilhão. Brasilândia ocupa a quarta posição, com R$ 591,1 milhões, enquanto Água Clara aparece em oitavo, com R$ 395,6 milhões.
Selvíria está em nono, com R$ 384,4 milhões, e Inocência fecha a lista dos dez primeiros, com R$ 363 milhões.A silvicultura corresponde ao cultivo de florestas plantadas para fins comerciais, principalmente espécies como eucalipto e pinus.
Em Mato Grosso do Sul, a maior parte do valor gerado pelo setor está relacionada à produção de madeira em tora destinada à indústria de papel e celulose.MS ocupa seis das dez primeiras posições
Além dos seis municípios sul-mato-grossenses, o ranking nacional é composto por General Carneiro (PR), na terceira posição, com cerca de R$ 700 milhões; João Pinheiro (MG), em quinto, com R$ 472,4 milhões; Telêmaco Borba (PR), em sexto, com R$ 458 milhões; e Itamarandiba (MG), em sétimo, com R$ 396,9 milhões.Entre os municípios de Mato Grosso do Sul, Brasilândia registrou crescimento de 30,7% no valor da produção em relação a 2024.
Água Clara teve alta de 15%, enquanto Inocência apresentou crescimento de 194,6%.Selvíria registrou uma das maiores variações.
O valor da produção florestal saltou de R$ 14 milhões em 2024 para R$ 384,4 milhões em 2025.
A madeira destinada à produção de celulose representou 99,2% desse total.Três Lagoas também teve forte crescimento. O valor da produção passou de R$ 579,2 milhões em 2024 para R$ 1,83 bilhão em 2025, aumento de 216,3%.
No período, foram colhidos 7,9 milhões de metros cúbicos de madeira destinada à produção de celulose.Em Ribas do Rio Pardo, o valor passou de R$ 414,3 milhões para R$ 1 bilhão no mesmo período.Os dados do IBGE mostram a forte participação de Mato Grosso do Sul na produção florestal brasileira, impulsionada principalmente pela expansão das áreas de eucalipto e pela cadeia industrial de papel e celulose.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Ribas Ordinário
Foto:Ilustrativa

