Motoristas moradores de Inocência, responsáveis pelo transporte de celulose da fábrica localizada em Ribas do Rio Pardo até o terminal em Inocência, paralisaram as atividades em protesto contra o que classificam como descumprimento de acordos trabalhistas por parte da empresa de logística responsável pela operação.
Ao todo, cerca de 25 motoristas participam da paralisação. A principal reivindicação da categoria é em relação ao modelo de pagamento baseado em quilometragem rodada, que, segundo os trabalhadores, tem reduzido drasticamente o salário mensal.
De acordo com os motoristas, há cerca de um ano e meio o pagamento era composto por salário fixo mais horas extras, garantindo uma remuneração considerada satisfatória, independentemente da quantidade de viagens realizadas. Posteriormente, a empresa teria alterado o sistema para pagamento por comissão, calculado conforme os quilômetros rodados.
No início, segundo os trabalhadores, o modelo ainda era vantajoso devido à alta demanda e às viagens fechadas. No entanto, com o passar do tempo, os benefícios teriam sido reduzidos gradativamente. Atualmente, afirmam que, quando não há viagens disponíveis, os motoristas recebem apenas pelo pouco que conseguem rodar.
Outro ponto levantado é que caminhões estariam sendo transferidos para outras operações, como em Três Lagoas, o que estaria deixando os motoristas sem condições de trabalho e, consequentemente, sem renda.
Um dos motoristas afirmou que a categoria acredita que a medida seria uma forma de pressionar os funcionários a pedirem demissão.
Ainda segundo ele, o sindicato da categoria não foi acionado até o momento. Os trabalhadores devem aguardar até a próxima quinta-feira por uma resposta da direção da empresa sobre as reivindicações apresentadas, para decidir que rumo dará ao movimento.
João Maria Vicente
Foto – Divulgação

