Mato Grosso do Sul registra 2,1% de risco de insegurança alimentar

Mato Grosso do Sul registrou risco de insegurança alimentar abaixo das médias nacional e regional, segundo dados da Triagem para Risco de Insegurança Alimentar (TRIA). Entre 667.045 domicílios avaliados no estado, 13.817, ou 2,1%, foram identificados nessa condição.

No Brasil, o percentual foi de 6,6% e, na Região Centro-Oeste, chegou a 3%. Os números foram apresentados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), que também lançou o Painel Alimentação e Nutrição: SISVAN, ferramenta voltada ao acompanhamento dos indicadores.

O painel permite aos gestores observar a cobertura do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) nos municípios, além de consultar informações sobre consumo alimentar e estado nutricional da população. A ferramenta está disponível no Painel Alimentação e Nutrição.

Indicadores devem orientar políticas públicas

De acordo com a SES, os dados podem apoiar o planejamento de ações de promoção da alimentação adequada e saudável, prevenção de agravos e organização dos serviços de saúde. O sistema reúne informações de acompanhamentos realizados ao longo do tempo e dados populacionais do último Censo do IBGE.

A superintendente da Superintendência de Atenção Primária à Saúde (SAPS), Karine Cavalcante, afirmou que o painel permitirá acompanhar o perfil nutricional da população dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul e transformar os dados em ações de cuidado e prevenção.

Dados apontam melhora no estado

Informações do módulo de Segurança Alimentar da PNAD Contínua, divulgadas pelo IBGE em 2025, mostram que a proporção de domicílios com algum grau de insegurança alimentar caiu de 27,6% para 24,2% no Brasil entre 2023 e 2024. Em Mato Grosso do Sul, o índice foi de 18,5% em 2024.

A Vigilância Alimentar e Nutricional, realizada por meio do SISVAN, acompanha as condições alimentares e nutricionais da população e fornece informações para o planejamento e a avaliação de políticas públicas. Segundo a SES, a plataforma também poderá ajudar a identificar prioridades em cada município e acompanhar a evolução dos indicadores.

Links e documentos citados

Fonte: www.radiocacula.com.br