Crescem os rumores sobre possível indicação de Simone Tebet como ministrando do STF

​A ex-ministra Simone Tebet está entre os nomes cotados para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, apoiadores de Tebet já apresentaram seu nome ao presidente. Aliados do governo afirmam que Lula já decidiu que fará ao menos uma indicação feminina para a corte.

​O presidente poderá indicar até quatro novos nomes para o tribunal durante o atual mandato. Uma das vagas está aberta desde outubro de 2025, após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Anteriormente, Lula indicou Jorge Messias, advogado-geral da União, mas o nome foi rejeitado pelo Senado.

​Nos próximos anos, outros três ministros atingirão a idade limite de 75 anos e terão aposentadoria compulsória: Luiz Fux (em 2028), Cármen Lúcia (em 2029) e Gilmar Mendes (no fim de 2030).

​Trajetória de Simone Tebet

​Advogada e mestre em Direito, Simone Tebet atuou como professora universitária antes de ingressar na vida pública. Acumula passagens como deputada estadual por Mato Grosso do Sul, prefeita de Três Lagoas (MS), vice-governadora do estado e senadora — período em que presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Após disputar a Presidência da República em 2022, assumiu o comando do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), cargo que ocupou até março de 2026.

​Outros cotados para a corte

​Além de Tebet, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Daniela Teixeira, é apontada como forte concorrente à vaga feminina. Outro nome cotado é o de Rodrigo Pacheco, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), que conta com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e de integrantes do próprio STF.

​Durante a campanha de 2026, Lula defendeu a necessidade de democratizar o processo de escolha dos magistrados: “Acho que temos que criar um critério para envolver a sociedade civil, de modo que a indicação não dependa apenas da vontade do presidente ou da OAB”, afirmou.

João Maria Vicente

Foto – Agência Brasil