Foto: arquivo
Levantamento da Juros Baixos com dados do Banco Central mostra que a modalidade concentrou quase 25% do crédito pessoal não consignado.
O crédito para reorganizar dívidas movimentou R$ 5,17 bilhões no Brasil em junho de 2026, avanço de 11,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram concedidos R$ 4,65 bilhões.
A modalidade respondeu por 24,9% do valor das novas operações de crédito pessoal não consignado no mês, segundo as séries atualizadas do Banco Central.
O tema integra o cenário de mercado acompanhado pelo Índice Juros Baixos de Empréstimo (IJBE).
Quase R$ 1 em cada R$ 4 está ligado à composição de dívidas
Em junho de 2025, as operações vinculadas à composição de dívidas representavam aproximadamente 22% do crédito pessoal não consignado. Um ano depois, essa participação se aproximou de 25%.
O movimento ocorreu enquanto o volume total de concessões de crédito pessoal não consignado passou de R$ 21,17 bilhões para R$ 20,75 bilhões na comparação entre os dois meses.
Ou seja, o crédito vinculado à reorganização de dívidas cresceu em valor e ganhou participação dentro da modalidade.
Na classificação do Banco Central, a composição de dívidas reúne empréstimos a pessoas físicas associados a dívidas de modalidades distintas.
O indicador mede o valor das operações contratadas, e não o número de consumidores ou a intenção declarada por quem procura crédito.
Reorganização financeira ganha espaço no mercado
Os dados mostram que uma parcela relevante dos novos empréstimos está vinculada a compromissos financeiros já existentes.
Essa característica ajuda a entender o papel do crédito pessoal no orçamento: além de financiar novas despesas, ele também pode ser utilizado para reorganizar obrigações anteriores.
“A composição de dívidas tem um peso importante no mercado de crédito pessoal. Para entender esse movimento, precisamos olhar além do volume de empréstimos e observar quanto está associado à reorganização de compromissos que o consumidor já assumiu”, afirma Arthur Bonzi, cofundador e COO da Juros Baixos.
O crescimento dessa modalidade, isoladamente, não permite concluir que houve redução das parcelas, economia de juros ou melhora na capacidade de pagamento. Esses resultados dependem das condições de cada operação e não são medidos pelas séries de concessões.
Sobre o IJBE
O Índice Juros Baixos de Empréstimo é uma publicação trimestral que acompanha o mercado brasileiro de empréstimo pessoal. Nesta análise, foram utilizadas exclusivamente as séries públicas do Banco Central sobre concessões de crédito pessoal não consignado e operações vinculadas à composição de dívidas.
Sobre a Juros Baixos
A Juros Baixos é uma plataforma de tecnologia financeira que conecta consumidores a instituições financeiras parceiras. A empresa também oferece soluções de crédito embarcado para negócios que desejam integrar ofertas financeiras às suas jornadas digitais.
Estudo completo: Índice Juros Baixos de Empréstimo — Q2/2026
Contato da assessoria Email: [email protected]
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