Três-lagoense transformava sua casa em atração da Copa; o que restou desse entusiasmo no torcedor?

Houve um tempo em que a chegada da Copa do Mundo transformava bairros inteiros de Três Lagoas. Ruas enfeitadas com bandeirinhas, calçadas pintadas, fachadas decoradas e moradores unidos para torcer pela Seleção Brasileira faziam parte de uma tradição que mobilizava famílias e comunidades.

Entre os maiores símbolos desse espírito estava a casa do servidor público Valter Bazan, na Avenida Eloy Chaves. Falecido em 2023, ele ficou conhecido por transformar sua residência em um verdadeiro espetáculo de cores durante as Copas do Mundo e também no Natal.

Com criatividade, materiais recicláveis e recursos próprios, conquistou destaque na imprensa e se tornou referência quando o assunto era decoração temática.

Passados alguns anos de sua partida, a lembrança do entusiasmo de Bazan desperta uma reflexão: será que os três-lagoenses ainda mantêm viva a tradição de decorar casas e ruas para a Copa?

Com a proximidade de mais uma edição do torneio, a reportagem foi às ruas para ouvir moradores e descobrir se os preparativos já começaram, quais são as expectativas para o evento e se a paixão pelo futebol continua estampada nas fachadas da cidade.

A proposta é entender como a relação da população com a Copa do Mundo mudou ao longo dos anos. As novas gerações pretendem manter o costume? As famílias ainda investem em bandeiras, pinturas e enfeites? Ou a tradição, que já transformou Três Lagoas em um grande cenário verde e amarelo, ficou apenas na memória de tempos que muitos consideram inesquecíveis?

João Maria Vicente

Foto – Hojemais Três Lagoas