Trecho da MS-377, principal ligação asfaltada entre Água Clara e Inocência, integra plano do Governo do Estado para ampliar investimentos e fortalecer a logística da região.
A principal rodovia que conecta os municípios de Água Clara e Inocência poderá passar para a administração da iniciativa privada nos próximos anos. O anúncio foi feito nesta terça-feira (16) pelo governador Eduardo Riedel durante agenda no Bioparque Pantanal, em Campo Grande.
O projeto prevê a concessão de aproximadamente 220 quilômetros das rodovias estaduais MS-377 e MS-240, consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico da região leste de Mato Grosso do Sul e para o crescimento do chamado Vale da Celulose.
O trecho mais importante do projeto é a MS-377, que liga diretamente Água Clara a Inocência em cerca de 130 quilômetros asfaltados. A rodovia se tornou uma das principais rotas da região após a instalação de grandes empreendimentos ligados ao setor florestal e de celulose, incluindo a futura fábrica da Arauco, atualmente em construção em Inocência.
Segundo Riedel, a intenção do Governo do Estado é concluir ainda este ano os estudos técnicos e a modelagem da concessão para que o projeto seja encaminhado à Bolsa de Valores de São Paulo (B3), etapa necessária para a realização do leilão.
Além da MS-377, o pacote inclui cerca de 90 quilômetros da MS-240, rodovia que dá continuidade ao corredor logístico entre Inocência e Paranaíba. Juntas, as duas estradas formam uma importante ligação para o transporte de trabalhadores, equipamentos, insumos e cargas da cadeia produtiva da celulose.
De acordo com o governador, a concessão deverá complementar a estrutura já administrada pelo consórcio Caminhos da Celulose, responsável por trechos das BRs-262, 267 e 040, ampliando a capacidade logística de uma das regiões que mais recebem investimentos privados em Mato Grosso do Sul.
A MS-377 já desempenha papel fundamental para o desenvolvimento regional. Além de ligar Água Clara a Inocência, a rodovia passa em frente ao complexo industrial da Arauco e conecta municípios que concentram grandes áreas de florestas plantadas destinadas à produção de celulose.
Nos últimos anos, o aumento do fluxo de caminhões e veículos pesados motivou investimentos públicos na estrada, incluindo obras de recapeamento e melhorias na infraestrutura. Com a possível concessão, a expectativa é de novos investimentos em manutenção, segurança viária e ampliação da capacidade operacional da rodovia.
A proposta integra a estratégia estadual de expandir as concessões rodoviárias e consolidar um corredor logístico capaz de atender à crescente demanda gerada pelos bilionários investimentos industriais instalados na região.
João Maria Vicente, com Correio do Estado
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