Quatro suspeitos de aplicar golpes usando a identidade de advogados foram presos nesta sexta-feira

Quatro suspeitos de aplicar golpes usando a identidade de advogados foram presos nesta sexta-feira (11), durante a Operação Bacharéis do Crime, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES).

Segundo as investigações, o grupo criava perfis falsos com nomes, fotografias e imagens de escritórios de advocacia para abordar vítimas e cobrar supostas taxas relacionadas a processos judiciais.

Em um dos casos apurados, os suspeitos criaram um perfil falso em nome de um advogado e utilizaram, sem autorização, uma fotografia do filho dele.

Na conta, divulgaram a informação falsa de que a criança tinha leucemia e pediram doações para um suposto tratamento médico.

Os contatos eram feitos principalmente pelo WhatsApp. As vítimas recebiam mensagens informando que haviam vencido uma ação judicial ou que tinham valores disponíveis para receber.

Na sequência, os suspeitos cobravam taxas, custas processuais ou despesas administrativas, geralmente por meio de transferências via Pix.Para pressionar as vítimas, o grupo também criava um falso senso de urgência, fazendo com que acreditassem que os pagamentos precisavam ser realizados imediatamente.

Ao longo da apuração, foram identificadas 42 linhas telefônicas, 13 endereços de e-mail e diversas chaves Pix relacionadas aos investigados.

As diligências ainda apontaram que os envolvidos mantinham vínculos familiares e afetivos, além de compartilharem linhas telefônicas e contas bancárias utilizadas nos golpes.

A operação busca reunir provas e responsabilizar os envolvidos pelos crimes investigados.

Tatiane Linhares Vicente, com informações de Metrópoles

Foto:Reprodução