26 August 2026
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Presciência para investigar suspeitas de irregularidades na aplicação de R$ 1,2 milhão do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) em investimentos no Banco Master.
A operação ocorre um dia antes do aniversário de 127 anos da Capital. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Campo Grande.
A Justiça Federal também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.Um dos alvos da investigação seria a vice-prefeita e secretária municipal de Assistência Social, Camila Nascimento.
À época em que o investimento foi realizado, ela presidia o IMPCG.As medidas foram autorizadas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.
A investigação teve início após um relatório de auditoria elaborado pela Coordenação-Geral de Auditoria do Departamento dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), do Ministério da Previdência Social, apontar possíveis falhas no processo de aplicação dos recursos previdenciários.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de que servidores envolvidos na decisão possam ter deixado de cumprir procedimentos técnicos e administrativos necessários para a operação, seja por ação ou omissão.A suspeita é de que essas condutas tenham exposto o patrimônio do regime previdenciário municipal a riscos.
O inquérito apura, em tese, os crimes de gestão temerária, corrupção passiva e corrupção ativa.PF esteve na Secretaria de Assistência Social
Agentes federais chegaram por volta das 5h ao prédio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), onde recolheram materiais em diferentes salas.Segundo informações divulgadas pelo TopMídiaNews, os policiais solicitaram acesso aos ambientes e teriam informado que poderiam arrombar as portas caso elas não fossem abertas.
Entre os locais acessados estava o gabinete de Camila Nascimento.
Na época da aplicação dos recursos, ela ocupava a presidência do IMPCG.Após a crise envolvendo o Banco Master, Camila prestou esclarecimentos à Câmara Municipal sobre o investimento.
Na ocasião, afirmou que, apesar da existência de alertas relacionados à instituição financeira, não considerava a aplicação um risco.Desde então, o investimento passou a ser questionado e o município busca recuperar os valores aplicados.
O atual presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, havia afirmado anteriormente que os R$ 1,2 milhão poderiam ser recuperados em até três meses após medidas judiciais para bloquear os pagamentos e garantir o ressarcimento.Quase um ano depois, porém, o dinheiro ainda não teria retornado aos cofres do instituto.
A reportagem também apurou que aposentados e pensionistas municipais que contrataram empréstimos vinculados ao banco continuam tendo os valores descontados diretamente dos benefícios.Até o momento, a Polícia Federal não divulgou a identidade de todos os investigados nem detalhou os materiais apreendidos durante a operação.
A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que deverá se manifestar sobre a ação após ter acesso aos detalhes da investigação.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Foto: PF
Gazeta da Região
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