A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (6), que não se opõe ao pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para voltar a receber visitas de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.
Em parecer enviado ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, o órgão destacou que não há novos fatos que justifiquem a manutenção ou prorrogação da restrição. A manifestação atende ao requerimento apresentado pelos advogados no dia anterior, que também pede o restabelecimento do regime normal de visitas.
A proibição dos encontros entre pai e filho vigora desde 13 de julho, quando Moraes aplicou uma suspensão de 90 dias com término previsto para o próximo domingo (11). A punição foi motivada pela leitura, por parte do senador, de uma carta enviada pelo ex-presidente durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais — o que configurou descumprimento da restrição imposta a Bolsonaro sobre o uso de plataformas digitais.
Atualmente em prisão domiciliar, mantida por decisão do STF no dia 17 de julho, o ex-presidente segue impedido de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o término do processo eleitoral de 2026. A decisão final sobre a liberação do reencontro caberá ao ministro Alexandre de Moraes.
João Maria Vicente, com g1
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