Peste pneumônica: OMS investiga morte na Rússia e não confirma surto

A peste pneumônica voltou a gerar preocupação nas redes sociais após a morte de uma pesquisadora de 28 anos em Irkutsk, na Sibéria, Rússia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda investiga o caso e não confirmou que a vítima tenha sido infectada pela bactéria Yersinia pestis.

A pesquisadora trabalhava em um instituto especializado em estudos sobre a peste e morreu depois de desenvolver uma pneumonia grave. Segundo as autoridades russas, a doença tinha origem ainda indeterminada. A OMS solicitou informações adicionais para esclarecer a causa.

Mensagens nas redes sociais passaram a tratar o episódio como um novo surto ou até uma pandemia. Também circularam relatos sobre uma segunda ocorrência na região, mas não foram encontradas evidências que confirmassem outra morte por peste. As autoridades russas disseram que nenhum caso da doença foi identificado entre os contatos da pesquisadora.

Como ocorre a peste pneumônica

A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis e possui três formas principais: bubônica, septicêmica e pneumônica. A variante pneumônica pode atingir os pulmões e ser transmitida entre pessoas por partículas respiratórias, principalmente quando há sintomas e tosse.

Sem tratamento, a doença pode evoluir rapidamente. No entanto, existem antibióticos eficazes, e o atendimento precoce aumenta as chances de recuperação. Uma pneumonia, por si só, não indica peste, pois pode ter diferentes causas, incluindo vírus e outras bactérias.

Situação no Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil não registra casos humanos de peste desde 2005. O país mantém focos naturais da bactéria associados principalmente a roedores silvestres e pulgas em determinadas regiões, mas essa presença não significa que exista uma epidemia de peste pneumônica.

A transmissão da forma pneumônica ocorre por gotículas respiratórias de pessoas infectadas. Já a forma bubônica está principalmente relacionada à picada de pulgas infectadas. O Ministério da Saúde recomenda evitar contato com roedores silvestres, animais mortos e pulgas em áreas onde haja circulação conhecida da bactéria.

Cerca de 200 pessoas chegaram a ser colocadas sob acompanhamento após o episódio na Rússia, e parte delas já foi liberada. Até o momento, a OMS não confirmou a causa da morte como peste pneumônica nem um surto da doença.

Links e documentos citados

Fonte: www.radiocacula.com.br