ONDE ESTÃO NOSSOS DESAPARECIDOS? FAMÍLIA PROTESTA NO AZTECA

Enquanto o Estádio Azteca vibrava com a expectativa da Copa do Mundo, uma família buscava respostas. Em meio à alegria do jogo entre México e África do Sul, a família García segurava cartazes com os rostos de seus entes queridos desaparecidos. A pergunta ecoava: “Onde estão nossos desaparecidos?”.

Adriana García, irmã de Óscar, relatou a dor e a esperança de encontrar seu irmão e seus cunhados. Eles sumiram em 3 de fevereiro, durante uma viagem em família. “Estamos aqui para dar visibilidade aos nossos familiares”, disse ela, ressaltando a importância de não deixar que seus rostos sejam esquecidos.

A Busca por Justiça e Visibilidade

A manifestação da família no Azteca não estava ligada a um movimento organizado, mas sim a um ato pessoal de resistência. Adriana destacou a importância de respeitar as vozes coletivas, como as das “Madres Buscadoras”, que lutam por justiça. Cada desaparecido é uma história de dor e amor.

Apelo de Uma Mãe

Julia Hernández, mãe de Omar, também estava presente, segurando um cartaz. Com a voz embargada, ela clamava por respostas. “Queremos que todos vejam os rostos dos nossos filhos e cunhados. Não queremos que eles sejam esquecidos”, completou, emocionada, enquanto a multidão se dirigia ao estádio.

A busca da família García reflete um problema mais amplo no México, onde o desaparecimento de pessoas é uma tragédia recorrente. Enquanto a festa do futebol acontecia, eles lutavam para que suas vozes fossem ouvidas em meio ao barulho da celebração.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br