Obra da Arauco atinge avanço decisivo na montagem do “coração” da nova fábrica em Inocência

​As obras do Projeto Sucuriú, megaempreendimento da gigante do setor florestal Arauco em Mato Grosso do Sul, avançaram para uma etapa decisiva. A instalação da caldeira de recuperação da planta industrial entrou oficialmente na fase de teste hidrostático, conforme apuração do portal Fatos Regionais.

​Considerada o “coração” da fábrica de celulose, a caldeira de recuperação desempenha um papel duplo e central no processo produtivo: é responsável por recuperar os produtos químicos utilizados no cozimento da madeira e por gerar grande quantidade de energia limpa a partir de biomassa.

​Para erguer a estrutura, a empresa realizou em 26 de maio de 2026 uma megaoperação de engenharia para o içamento do balão de vapor — uma peça gigantesca de mais de 300 toneladas, 32 metros de comprimento e quase 4 metros de altura —, posicionando o equipamento a cerca de 100 metros do chão.

​A logística para a chegada do componente até o canteiro de obras envolveu uma verdadeira saga internacional. Fabricado na China, o equipamento enfrentou aproximadamente 45 dias de travessia marítima, seguidos por mais 48 dias de transporte rodoviário especializado em solo brasileiro até o destino final.

O Projeto Sucuriú

​Com investimento estimado em US$ 4,6 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões), o Projeto Sucuriú se posiciona como um dos maiores aportes privados do país. A unidade terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, com previsão de início das operações para o final de 2027. Além da alta capacidade industrial, a fábrica será autossuficiente em eletricidade e injetará o excedente de energia renovável no Sistema Interligado Nacional (SIN).

João Maria Vicente

Foto – Arquivo