
A montadora japonesa planeja reduzir seu portfólio global para 45 veículos enquanto aposta alto em direção autônoma e eletrificação
Layse Ventura14/04/2026 16:00

Fachada da Nissan – jetcityimage/iStock

Tudo sobre Inteligência Artificial
A Nissan anunciou nesta terça-feira (14) uma reestruturação profunda em sua estratégia de longo prazo.
O plano foca na revitalização da quarta maior fabricante de automóveis do Japão por meio de uma reestruturação no catálogo e da implementação massiva deinteligência artificial voltada para a condução assistida.
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De acordo com informações da Reuters, a companhia pretende levar tecnologias de direção por IA para 90% de sua frota global no longo prazo.
O movimento faz parte da estratégia do CEO Ivan Espinosa para tornar a Nissan uma empresa mais ágil e lucrativa após anos de turbulência interna.
Menos modelos, mais tecnologia
Para alcançar a rentabilidade desejada, a Nissan fará um corte significativo em seu portfólio, reduzindo o número de modelos globais de 56 para 45.
A ideia é descontinuar veículos de baixo desempenho e focar em produtos estratégicos e eletrificados.
Durante o anúncio, Espinosa revelou novidades importantes:
- Novas versões: uma variante híbrida do SUV Rogue (conhecido como X-Trail no Japão) e uma versão 100% elétrica do Juke.
- Foco em autonomia: a minivan Elgrand, que será lançada no Japão ainda este ano, deve receber capacidade de condução autônoma completa até o final do ano fiscal de 2027.
- Robotaxis: em parceria com a Uber e a startup britânica Wayve, a Nissan planeja iniciar um programa piloto de táxis autônomos em Tóquio até o final de 2026.
Para viabilizar essa guinada tecnológica, Espinosa confirmou que a Nissan reduzirá sua presença industrial global e cortará 15% da sua força de trabalho.
O objetivo é criar uma operação mais enxuta para sustentar os novos investimentos em IA.
Expansão global e foco na América Latina
A estratégia da Nissan também redesenha suas rotas de exportação. Segundo a Reuters, a China se tornará um pilar estratégico para o envio de veículos ao exterior.
O destaque fica para o sedã elétrico N7, que será exportado para a América Latina e países do Sudeste Asiático. Já a picape Frontier Pro será direcionada ao mercado do Oriente Médio.
Nos Estados Unidos, a meta é aumentar a taxa de produção local de 60% para 80%, além de rejuvenescer a Infiniti, marca de luxo do grupo, com o lançamento de novos modelos.
Metas até 2030
A montadora estabeleceu metas de vendas anuais agressivas para alcançar até o ano fiscal de 2030: 1 milhão de veículos tanto nos EUA quanto na China, e 550 mil unidades no mercado japonês.
Analistas da Bernstein ouvidos pela Reuters consideram a perspectiva “construtiva”, embora alertem que as incertezas macroeconômicas globais ainda limitam a visibilidade sobre se a Nissan conseguirá entregar um crescimento sustentado no topo da pirâmide do setor automotivo.
A Nissan deve apresentar uma atualização detalhada sobre o progresso de sua reestruturação financeira no próximo dia 13 de maio.

Layse Ventura
Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC.

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