Ministério da Saúde suspende uso da vacina da dengue aplicada em Mato Grosso do Sul

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a chikungunya utilizada em áreas prioritárias do país, incluindo Mato Grosso do Sul.

A medida foi adotada após o registro de 42 eventos adversos graves em pessoas imunizadas. Entre os casos investigados, há três mortes, mas ainda não existe confirmação de que os óbitos tenham sido causados pela vacina.

A determinação foi anunciada pelo ministro Alexandre Padilha e permanecerá em vigor até a conclusão das investigações conduzidas pelos órgãos de vigilância sanitária.

Mato Grosso do Sul foi um dos estados contemplados com a vacinação devido ao avanço da chikungunya, especialmente na região de Dourados, considerada o principal epicentro da doença no Brasil.

Em abril, o Ministério da Saúde enviou 46,5 mil doses do imunizante para Dourados e Itaporã como estratégia de enfrentamento ao surto.A situação preocupa ainda mais porque o Estado concentra atualmente 61,1% das mortes por chikungunya registradas no país em 2026.

Das 22 mortes confirmadas em Mato Grosso do Sul, 14 ocorreram em Dourados.A vítima mais recente foi um homem de 68 anos, que estava internado desde o dia 15 de maio no Hospital Universitário de Dourados.

Ele morreu em 3 de junho e apresentava comorbidades, entre elas diabetes e doença respiratória crônica.Somente em Dourados, já foram registradas mais de 9,3 mil notificações da doença neste ano.

O município contabiliza 4.545 casos confirmados e segue com dezenas de pacientes internados por suspeita ou confirmação da infecção.A vacina suspensa é a primeira do mundo desenvolvida para prevenção da chikungunya e havia sido incorporada de forma estratégica em regiões com alta incidência da doença.

O imunizante foi aprovado para pessoas de 18 a 59 anos com maior risco de exposição ao vírus.As autoridades de saúde reforçam que a suspensão é preventiva e que as investigações irão determinar se existe relação entre os eventos graves registrados e a aplicação da vacina.

Tatiane Linhares Vicente, com informações de Midiamax

Foto:Ilustrativa