Leishmaniose no noroeste paulista reúne 12 dos 22 casos de SP em 2026

A leishmaniose no noroeste paulista corresponde a 12 dos 22 casos confirmados no estado de São Paulo em 2026, o equivalente a cerca de 60% do total. Os registros foram identificados nas regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba.

Os casos foram registrados em Andradina (3), Votuporanga (2), Fernandópolis (2), Ilha Solteira (2), Birigui (1), Penápolis (1) e Castilho (1).

Segundo levantamento do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE), o noroeste paulista também contabilizou 12 casos ao longo de 2025, número inferior ao registrado no mesmo período de 2024.

Transmissão e sintomas

A leishmaniose visceral é causada pelo protozoário Leishmania infantum, também chamado de chagasi. A transmissão ocorre quando o mosquito-palha pica cães ou outros animais infectados e depois seres humanos.

O inseto se reproduz em locais com acúmulo de matéria orgânica, como folhas secas, restos de frutas, fezes de animais e sujeira em quintais. Em humanos, os sintomas podem incluir febre, perda substancial de peso, inchaço do baço e do fígado e anemia.

Noroeste paulista concentra mais da metade dos casos de leishmaniose visceral de SP
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Em cães, os sinais incluem emagrecimento, vômitos, fraqueza, queda de pelos, crescimento das unhas e feridas no focinho, nas orelhas e nas patas.

Cuidados de prevenção

As medidas indicadas no material incluem retirar matéria orgânica e lixo acumulado dos quintais, limpar locais com fezes de animais, usar coleira repelente em cães e instalar telas nas janelas quando o animal permanece dentro de casa.

Também é recomendado evitar passeios noturnos com os animais, período em que o mosquito-palha apresenta maior atividade.

Em municípios com novos casos, como Votuporanga, equipes de saúde fazem vistorias em imóveis próximos aos locais onde houve foco da doença para identificar e eliminar possíveis criadouros.

Links e documentos citados

Fonte: g1.globo.com