Latrocínios têm queda de 21% em São Paulo
O Estado de São Paulo acumula queda de 21,5% no número de latrocínios neste ano no comparativo com o mesmo período de 2024.
De janeiro a julho, foram 84 crimes, ante 107 registros no mesmo período do ano passado. Essa foi a menor notificação de latrocínios na história do estado paulista. Apenas em julho, houve 15 roubos seguidos de morte — três casos a menos na comparação com o mesmo mês do ano passado.
O balanço divulgado pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) aponta ainda que, no acumulado do ano, os roubos em geral e os roubos e furtos de veículos também diminuíram.
No ano, os roubos em geral recuaram 14,9%. Entre janeiro e julho, foram 99.531 mil ocorrências. No mesmo período do ano passado, a Polícia Civil contabilizou 117.039 boletins de ocorrência. Com a queda consecutiva, o estado chegou ao menor patamar de roubos de sua história.
Os furtos em geral fecharam o período com 323.416 ocorrências — variação positiva de 0,76%.
Os registros de roubos e furtos de veículos reduziram 14,5% e 32,6%, respectivamente, em todo o estado de São Paulo. No ano, foram 15.210 roubos de veículos e 51.513 furtos de veículos.
Conforme o balanço da SSP, em julho aconteceram 197 homicídios dolosos em todo o estado. No acumulado do ano, são 1.438 crimes — 15 casos a mais no comparativo com 2024.
Apesar da variação em sete meses, São Paulo mantém a menor taxa de homicídios da história, com 5,6 ocorrências por grupo de 100 mil habitantes.
As Delegacias de Defesa da Mulher em todo o território paulista receberam 8.385 denúncias de estupros neste ano. O total é 1,3% superior aos registros que aconteceram entre janeiro e julho de 2024, o que demonstra o esforço do governo em reduzir a subnotificação desse tipo de crime por meio do fortalecimento das redes de proteção das mulheres.
Neste ano, aconteceram 151 feminicídios em todo o estado — 18 casos a mais na comparação com o ano passado. Esse número também está relacionado à maior tipificação e classificação correta dos casos como feminicídio, um avanço na luta contra a violência de gênero, que evita a subnotificação.
Apesar disso, a atual gestão continua ampliando o fortalecimento da rede de proteção, com delegacias especializadas e a intensificação de investigações, monitoramento eletrônico de agressores e campanhas de incentivo à denúncia para combater os casos de violência doméstica e familiar.
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