A Justiça de São Paulo deferiu o pedido de recuperação judicial do Habib’s, protocolado no início da semana com uma dívida declarada de R$ 265 milhões. A medida busca reestruturar o passivo da rede e garantir a continuidade das operações no longo prazo. Com a decisão, a consultoria KPMG assume como administradora judicial do processo. A empresa informou que todas as lojas continuam funcionando normalmente.
Segundo o Habib’s, o endividamento foi motivado por uma soma de fatores externos:
- Efeitos da pandemia: Perdas financeiras acumuladas nos últimos anos.
- Mudança de consumo: Avanço do delivery, reduzindo o fluxo e o faturamento nas unidades físicas.
- Cenário macroeconômico: Pressão do patamar elevado das taxas de juros sobre o crédito.
O movimento da rede ocorre em um momento delicado para grandes empresas no país, somando-se aos pedidos recentes de recuperação judicial da Casas Bahia e de recuperação extrajudicial da Braskem, além da decretação de falência da Oi.
Do sucesso das esfihas à reestruturação financeira
Fundado em 1988 na capital paulista pelo empresário Alberto Saraiva, o Habib’s transformou o mercado brasileiro de fast food ao democratizar a culinária árabe com preços acessíveis. A expansão acelerada via franquias consolidou o negócio como uma das maiores redes do país e deu origem a outras marcas do grupo, como o Ragazzo. Agora, o plano de recuperação judicial busca equilibrar as contas para manter a relevância da marca no setor.
João Maria Vicente, com Band News
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