Uma operação conjunta da Polícia Federal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelou um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao jogo do bicho, com movimentações que ultrapassam R$ 2 bilhões. O esquema, que utilizava empresas de fachada e sistemas de pagamento como maquininhas e contas em nome de laranjas, foi desarticulado em São José do Rio Preto (SP).
Dentre os envolvidos, o construtor Nathan Malavasi e seu pai, Alessandro Malavasi, foram presos em julho deste ano. A investigação apontou que o grupo operava desde 2014, expandindo suas atividades para outros estados, inclusive o Rio de Janeiro. Além dos Malavasi, outros membros do grupo estão foragidos.
Funcionamento do esquema
O esquema funcionava através da criação de empresas de fachada, que eram utilizadas para ocultar a origem dos recursos provenientes dos jogos de azar. De acordo com a polícia, os saques em espécie ultrapassaram R$ 100 milhões. Nathan Malavasi chegou a planejar uma fuga para os Estados Unidos, onde sua esposa já residia, mas foi detido antes de conseguir.

O inquérito policial resultou no indiciamento de oito integrantes do grupo, que enfrentam acusações de organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que variam de três a dez anos. O Ministério Público agora analisará o relatório para decidir sobre o envio de denúncia à Justiça.
Repercussão e próximos passos
As investigações revelaram que, apesar da operação de lavagem, os clientes da construtora Nathan Malavasi não têm relação com a organização criminosa. A defesa dos investigados informou que acompanhará os atos processuais. As evidências foram coletadas ao longo de anos e incluem depoimentos e documentos que demonstram a magnitude das operações.
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Links e documentos citados
- grupo suspeito de operar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro
- São José do Rio Preto
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- organização criou empresas de fachada em nome de laranjas
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Fonte: g1.globo.com
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