A Química Amparo, fabricante detentora da marca Ypê, anunciou uma reestruturação profunda em seu sistema de tratamento de água — principal insumo de seus produtos líquidos. A medida é uma resposta direta à identificação de contaminação bacteriana em lotes da marca, detectada pela Anvisa em novembro de 2025.O Histórico da ContaminaçãoO alerta inicial resultou no recolhimento de 14 lotes de lava-roupas líquidos. Testes laboratoriais identificaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em três produtos distintos. Esta bactéria prospera em ambientes úmidos e representa um risco significativo à saúde, podendo causar desde irritações leves até quadros graves de pneumonia, especialmente em:Idosos;Pessoas imunossuprimidas;Pacientes hospitalizados.Medidas de Segurança e Novas TecnologiasSegundo Eduardo Beira, diretor de operações da empresa, um plano de adequação está em curso desde dezembro de 2025 em parceria com a Anvisa. Entre as novas barreiras sanitárias implementadas, destacam-se:Osmose Reversa: Instalação de um sistema avançado para a retirada de contaminantes da água.Quarentena de Produtos: Monitoramento preventivo de lotes líquidos antes da distribuição.Desinfecção por Ozônio: Estudo para incluir uma fase adicional de esterilização.Consultoria Especializada: Contratação da Ecolab, referência global em higiene e prevenção de infecções.Impasse Judicial e Novas SançõesApesar dos esforços anunciados, a marca sofreu novas sanções na última semana devido à reiteração de falhas no controle de qualidade. Uma inspeção recente da Anvisa apontou que a fábrica ainda não cumpre integralmente a RDC 47, norma que rege as Boas Práticas de Fabricação de saneantes.Na última quinta-feira (7), a agência chegou a suspender a produção e venda de detergentes, desinfetantes e sabões líquidos da marca. Contudo, a proibição foi temporariamente suspensa na sexta-feira (8), após recurso da Química Amparo alegando que os produtos atuais estão livres de contaminação.O que esperar agora?Mesmo com a liminar favorável à empresa, a recomendação da Anvisa para que os consumidores evitem o uso dos produtos permanece ativa. O desfecho oficial sobre a manutenção ou revogação definitiva da suspensão será decidido nesta quarta-feira (13), após análise técnica da agência reguladora.
*Tatiane Linhares Vicente com informações de Folha de sao Paulo e Aratu on.
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