Confundida com criminosa, médica passa duas noites presa e usa tornozeleira em MS

volta das férias terminou em um verdadeiro pesadelo para uma médica de 27 anos, moradora de Dourados, após ela ser presa por engano pela Polícia Federal em Campo Grande.

A profissional foi confundida com outra mulher que possui exatamente o mesmo nome.A prisão aconteceu no dia 4 de agosto, no Aeroporto Internacional de Campo Grande, quando Ana Paula Nunes dos Santos desembarcava de um voo vindo de Salvador (BA), acompanhada do marido e da filha de apenas seis meses.

Segundo a médica, ela tentou explicar aos policiais que havia ocorrido um engano, mas acabou sendo levada para a delegacia.

“Eu insisti que era a pessoa errada. Entrei em desespero, porque sabia que não tinha cometido nenhum crime. Fui separada da minha bebê e do meu esposo”, relatou.Após passar por audiência de custódia, Ana Paula foi liberada, mas teve de cumprir monitoramento eletrônico.

Ela permaneceu com a tornozeleira por 19 dias enquanto buscava entender o motivo da acusação.Documentos comprovaram o erroAo procurar a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, em Dourados, a médica descobriu que havia sido confundida com outra pessoa.

A verdadeira ré já respondia ao processo e possuía dados completamente diferentes.Entre as divergências encontradas estavam os números de CPF e RG, nomes dos pais e a data de nascimento.

A médica nasceu em 1999 e também nunca havia recebido qualquer comunicação da Justiça relacionada ao processo.“Quando fui atendida e perceberam que se tratava de outra pessoa, senti um alívio.

Até então, eu estava angustiada por pagar por algo que não fiz”, contou.Mesmo usando o equipamento eletrônico, Ana Paula continuou trabalhando normalmente como servidora da saúde em Dourados durante o período em que esteve submetida ao monitoramento.

A situação foi solucionada após a Defensoria Pública acionar o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e apresentar documentos que comprovaram o erro.A Justiça determinou a retirada imediata da tornozeleira e a correção dos registros no sistema para evitar que a médica volte a ser prejudicada pela confusão de nomes.

Tatiane Linhares Vicente, com informações se RCN67

Foto:Defensoria Pública