Carretas sobrecarregam BR-262 e trecho entre Ribas e Água Clara entra em alerta

O crescimento industrial em Mato Grosso do Sul tem impulsionado a economia e gerado empregos, mas também expôs os desafios da infraestrutura viária.

Um dos principais pontos de preocupação é a BR-262, entre Campo Grande e Três Lagoas, onde o intenso tráfego de caminhões pesados tem acelerado o desgaste do asfalto.O trecho mais crítico está entre Ribas do Rio Pardo e Água Clara.

Segundo o prefeito de Ribas do Rio Pardo, Roberson Luiz Moreira (PSDB), cerca de 40 a 50 quilômetros da rodovia não recebem manutenção há mais de cinco anos.

De acordo com o prefeito, o fluxo de carretas aumentou significativamente com a instalação de grandes indústrias de celulose na região. Atualmente, cerca de 200 caminhões por dia transportam celulose para Inocência, onde a carga é transferida para a ferrovia com destino ao Porto de Santos.

Além disso, a rodovia recebe intenso movimento de veículos que transportam madeira, minério e outros produtos.A concessão do trecho da BR-262 entre Campo Grande e Três Lagoas passou para a empresa Caminhos da Celulose no fim de 2025, após leilão que incluiu rodovias estaduais e federais.A prefeita de Água Clara, Gerolina Alves (PSDB), afirmou que o problema não está apenas no aumento do tráfego, mas também na falta de fiscalização do excesso de peso das cargas.

Segundo ela, não existe nenhum posto de pesagem entre Campo Grande e Três Lagoas, o que favorece a circulação de carretas acima do limite permitido.

“Lógico que, com a instalação das gigantes da celulose, era esperado um aumento no fluxo de veículos. Também há um intenso transporte de minério de ferro entre Corumbá e Minas Gerais.

O que falta é uma fiscalização efetiva dos órgãos responsáveis”, destacou.

Os prefeitos de Ribas do Rio Pardo e Água Clara já se reuniram com representantes da concessionária para apresentar as principais demandas, entre elas a duplicação da BR-262 e a implantação de terceiras faixas em pontos considerados críticos para reduzir o número de acidentes.

Segundo a prefeita de Água Clara, a concessionária informou que, neste ano, serão executadas apenas obras de manutenção.

Já as intervenções estruturais, como duplicações e terceiras faixas, estão previstas para começar somente em 2027.

Tatiane Linhares Vicente, com informações de Midiamax

Foto:Ilustrativa