“A coisa tá boa”, diz prefeito sobre baixa presença em audiência da saúde em Castilho

audiência da saúde em Castilho

Com o plenário da Câmara Municipal praticamente vazio, a audiência pública sobre a saúde em Castilho, realizada na manhã de quinta-feira, 24 de setembro de 2026, teve pouca participação dos moradores. Questionado pela reportagem, o prefeito Paulo Duarte Boaventura interpretou a ausência dos moradores como sinal de satisfação com os serviços.

Ao comentar o pouco comparecimento, o prefeito afirmou que “a coisa tá boa”. Na avaliação dele, situações de insatisfação levariam os moradores a comparecer para reclamar. Boaventura elogiou os profissionais e disse considerar que o município avançou nos atendimentos e nas cirurgias.

A reportagem esteve no local e observou poucas pessoas no plenário. O encontro apresentou o balanço do segundo quadrimestre de 2026, correspondente a maio, junho, julho e agosto, com informações sobre consultas, exames, assistência hospitalar, medicamentos, transporte e recursos financeiros.

Segundo a apresentação da Secretaria Municipal de Saúde, a aplicação total na área chegou a R$ 19.024.400,08 nesses quatro meses. A atenção básica registrou 17.771 consultas, enquanto o Hospital José Fortuna informou 14.954 atendimentos no quadro organizado por município de origem.

O balanço da Secretaria reúne os serviços prestados nas unidades municipais e na rede de referência. Os números de atendimentos e procedimentos incluem retornos e diferentes cuidados recebidos pelo mesmo paciente.

Prefeito associa ausência à satisfação com a saúde em Castilho

Na entrevista, Boaventura descreveu a audiência como uma oportunidade para apresentar um retrato do funcionamento da rede. Disse lamentar que a população não compareça para conhecer o trabalho desenvolvido pelos profissionais, mas associou o baixo público à avaliação positiva que faz dos serviços.

“Essa ausência da população em participar é porque sabe que tá bem, né?”, declarou. O prefeito também afirmou que o relatório elaborado pela equipe apresenta informações detalhadas sobre os setores e sustentou que a cidade oferece saúde de qualidade.

O convite para a audiência pública da saúde foi dirigido aos moradores, com divulgação de cartaz e áudio. O encontro estava marcado para as 9h, na Câmara, como informou previamente o Castilho Notícias ao divulgar a convocação.

A baixa presença em prestações de contas já havia aparecido em outra cobertura do portal. Em fevereiro, a reportagem sobre a audiência das finanças municipais referente ao encerramento de 2025 também registrou participação reduzida. Os encontros tratam de relatórios distintos, mas compartilham a finalidade de dar publicidade às contas públicas.

Secretário considera retomar audiências em horários alternativos

“A coisa tá boa”, diz prefeito sobre baixa presença em audiência da saúde em Castilho

O secretário municipal de Saúde, Demilson Cordeiro da Silva, também foi questionado sobre maneiras de ampliar a participação. Ele afirmou que preencher o auditório com profissionais não atenderia ao objetivo de ouvir a população.

Segundo Demilson, encontros à noite ou aos fins de semana já foram tentados em outros momentos, sem a adesão esperada. Durante a entrevista, a reportagem apontou que o horário da manhã coincide com a jornada de trabalho de parte dos moradores.

O secretário considerou possível retomar a estratégia de horários alternativos, embora tenha ressaltado as experiências anteriores. Segundo ele, realizar o encontro à noite ou aos fins de semana pode ser uma tentativa de ampliar a adesão.

Demilson comparou a divulgação desses encontros à de eventos festivos, afirmando que são utilizados os mesmos meios de comunicação. Na avaliação dele, existe maior interesse nos atrativos das festas do que na participação na construção da política de saúde.

Também defendeu a presença dos moradores nas audiências, no Conselho de Saúde e nas conferências. Ao comentar as críticas nas redes sociais, destacou esses espaços como oportunidades de cobrança e participação formal.

Ao final, afirmou que a Secretaria permanece disponível para receber os cidadãos, ouvir as demandas e encaminhá-las. Segundo ele, o atendimento da equipe deve ocorrer indistintamente, conforme a necessidade de cada pessoa.

O que foi apresentado na audiência pública da saúde

“A coisa tá boa”, diz prefeito sobre baixa presença em audiência da saúde em Castilho

O balanço reúne os atendimentos e as despesas de maio a agosto, compara a produção com os quatro primeiros meses do ano e apresenta indicadores de acompanhamento da rede.

A prestação de contas quadrimestral está prevista no artigo 36 da Lei Complementar nº 141/2012. A norma determina a apresentação de relatório com recursos aplicados, auditorias e informações sobre a oferta e a produção de serviços, relacionadas aos indicadores de saúde.

A lei prevê a apresentação em audiência pública na Casa Legislativa até o final de maio, setembro e fevereiro. Nesses encontros, a população pode acompanhar a prestação de contas da gestão da saúde.

Rede tem cinco UBS e 12 equipes de atenção primária

O panorama da saúde em Castilho informa cinco Unidades Básicas de Saúde, sendo três urbanas e duas rurais. A estrutura apresentada inclui seis equipes de Saúde da Família, seis equipes de Atenção Primária, um hospital, um pronto atendimento e o serviço Melhor em Casa.

Demilson informou que uma nova unidade está em fase final de acabamento. Com sua entrada em funcionamento, a rede municipal passará a contar com seis UBS.

O quadro de cobertura utiliza população de referência de 20.485 habitantes, relativa a 2025. A capacidade potencial das equipes aparece como 35 mil pessoas, equivalente a 170,85% da população considerada.

O percentual expressa a capacidade estimada das equipes em relação à população de referência. Segundo o secretário, manter menos moradores vinculados a cada equipe permite dedicar mais atenção ao acompanhamento das famílias.

Na explicação sobre o modelo, Demilson diferenciou volume de atendimento e resultados para os pacientes: “Atender é garantir número. Cuidar é garantir resultado”. Ele atribuiu à organização da atenção primária melhorias nos indicadores de saúde do município.

Profissionais e agentes comunitários

O quadro de recursos humanos relaciona 26 médicos, dos quais cinco efetivos, 17 vinculados ao CIENSP e quatro ao Mais Médicos. Também informa 15 dentistas, oito fisioterapeutas, quatro psicólogos, sete farmacêuticos, três fonoaudiólogas, duas assistentes sociais, uma nutricionista, uma terapeuta ocupacional e um médico veterinário.

Entre as demais funções, constam 37 técnicos e auxiliares de enfermagem, 12 auxiliares de consultório dentário, 16 agentes de endemias, 44 motoristas, 11 atendentes, dois atendentes de farmácia e 12 agentes administrativos.

Segundo o levantamento apresentado, a cobertura dos agentes comunitários chegou a 100% da população em junho e julho de 2026. Na saúde bucal, os dados de fevereiro de 2026 apontam 12 equipes e cobertura de 100%.

Atenção básica registra 17.771 consultas

As consultas da atenção básica passaram de 17.562 no primeiro quadrimestre para 17.771 no segundo, totalizando 35.333 nos oito primeiros meses. Entre maio e agosto, a distribuição apresentada foi:

  • Médicos da Estratégia Saúde da Família: 11.181 consultas.
  • Clínico geral: 5.712.
  • Pediatria: 626.
  • Ginecologia: 252.

O balanço das consultas especializadas reúne, no segundo quadrimestre, 2.107 registros: 600 em ortopedia, 524 em cardiologia, 496 em psiquiatria, 291 em dermatologia e 196 em neurologia.

Fisioterapia, psicologia e outros acompanhamentos

Os atendimentos multiprofissionais somaram 6.859 no segundo quadrimestre, ante 7.109 no primeiro. A fisioterapia concentrou 4.877 registros, seguida por psicologia, com 988; terapia ocupacional, com 435; fonoaudiologia, com 371; e nutrição, com 188.

Houve variações diferentes entre as áreas. A nutrição passou de 711 para 188 atendimentos e a psicologia, de 1.111 para 988. Já a fisioterapia subiu de 4.577 para 4.877.

Melhor em Casa e atuação nos territórios

O Melhor em Casa contabilizou 10.262 registros de atendimento no segundo quadrimestre, frente a 9.822 no primeiro. Foram 412 atendimentos médicos, 1.116 de enfermeira, 6.636 de técnicos de enfermagem e 2.098 de fisioterapeuta.

O serviço foi descrito pelo secretário como voltado ao acompanhamento domiciliar de pacientes que necessitam desse cuidado. A soma dos atendimentos não representa necessariamente pessoas diferentes, pois um paciente pode receber visitas de vários profissionais.

A produção dos agentes comunitários vinculados às equipes de Saúde da Família alcançou 23.370 registros. O detalhamento informa 4.822 no Projeto Jupiá, 4.775 na equipe rural, 3.070 no São Luiz, 3.717 no Alípio, 3.587 nas Laranjeiras e 3.399 no Alvorada.

Nas equipes de Atenção Primária, foram 12.582 registros. As três equipes do Centro contabilizaram 2.190, 2.382 e 2.131; Alvorada registrou 2.057, Alípio, 2.548, e Laranjeiras, 1.274.

Odontologia, medicamentos e exames laboratoriais

O Centro Odontológico informou 4.645 pacientes atendidos e 12.311 procedimentos entre maio e agosto. O programa Castilho Sorridente aparece com 82 registros no período, ante 81 no primeiro quadrimestre.

Na comparação, o número informado de pacientes passou de 4.555 para 4.645, enquanto os procedimentos recuaram de 13.927 para 12.311.

A assistência farmacêutica registrou 20.116 atendimentos no segundo quadrimestre, frente a 18.877 nos primeiros quatro meses. O serviço somou 38.993 registros de atendimento entre janeiro e agosto.

Os registros mensais de pacientes atendidos foram 4.698 em maio, 5.265 em junho, 4.967 em julho e 5.186 em agosto. A soma mensal pode incluir pessoas que retornaram à farmácia em mais de um mês.

Na tabela de exames laboratoriais da rede municipal, foram informados 41.851 exames e 5.119 registros de pacientes atendidos no segundo quadrimestre, com valor de R$ 205.713,92. O acumulado de janeiro a agosto chegou a 80.916 exames e R$ 392.012,54.

Maio concentrou 14.962 exames laboratoriais. Em junho foram 8.304; em julho, 9.418; e em agosto, 9.167. Esses dados pertencem ao quadro municipal, apresentado separadamente dos exames realizados pelo hospital.

AME de Andradina registra faltas em consultas e exames

No Ambulatório Médico de Especialidades de Andradina, a apresentação informa 1.032 agendamentos de consultas, 900 presenças e 111 ausências no segundo quadrimestre. O índice de faltas informado pela Secretaria foi de 11%.

Para exames, foram registrados 666 agendamentos, 550 presenças e 80 ausências, com percentual informado de 12%. A oferta informada para o período foi de 850 consultas e 550 exames.

Dengue teve 98 resultados positivos entre maio e agosto

Entre maio e agosto, Castilho registrou 253 notificações de dengue, com 98 resultados positivos e 155 negativos, conforme a soma dos dados mensais apresentados pela Vigilância.

Foram 39 positivos em maio, 23 em junho, 21 em julho e 15 em agosto. No acumulado de janeiro a agosto, o quadro municipal registra 380 notificações, 130 resultados positivos e 250 negativos.

O balanço de controle do vetor relaciona, no segundo quadrimestre, 696 visitas a imóveis pela equipe de vetor e 5.329 pelos agentes comunitários. Também informa 2.884 ações de bloqueio e controle de criadouros e 430 registros de bloqueio de nebulização.

Completam o quadro 28 registros em imóveis especiais, 40 em pontos estratégicos e 760 relativos à avaliação de densidade larvária. O total apresentado para esse conjunto é de 10.167 ações.

Vigilância sanitária e zoonoses

A Vigilância Sanitária informa 44 análises de água para consumo humano, 16 inspeções em estabelecimentos sujeitos à fiscalização, dez em serviços de alimentação, sete atendimentos a denúncias ou reclamações, uma inspeção hospitalar, duas em instituições para idosos e seis atividades licenciadas no segundo quadrimestre.

O Centro de Controle de Zoonoses informou o recolhimento de 51 cães e quatro gatos no segundo quadrimestre. O balanço também registra 51 eutanásias de cães e quatro de gatos no período.

Também foram informados 108 cães e 38 gatos vacinados, 41 visitas a cão agressor, 258 cães encoleirados, 507 amostras coletadas para LVA e 75 animais positivos no segundo quadrimestre.

Hospital José Fortuna: atendimentos, internações e cirurgias

O Hospital José Fortuna informou 14.954 atendimentos no segundo quadrimestre na tabela por cidade de origem. Desse total, 14.638 correspondem a Castilho, 89 a Andradina, 43 a Três Lagoas e 184 a outros municípios.

O mesmo quadro registra 14.089 atendimentos no primeiro quadrimestre e acumulado de 29.043. Em outra tabela, o hospital apresenta 39.828 procedimentos de pronto-socorro entre maio e agosto, número que não deve ser confundido com pacientes diferentes.

Entre os procedimentos discriminados estão 7.732 atendimentos médicos de pronto atendimento, 10.572 com administração de medicação de urgência, 6.052 com observação e 14.318 atendimentos de enfermeiro. Um mesmo episódio assistencial pode envolver diferentes procedimentos.

O quadro específico de enfermagem reúne 26.333 registros, incluindo 13.781 acolhimentos com classificação de risco, 11.583 aferições de pressão arterial, 642 inalações ou nebulizações e 310 curativos, além de coletas e testes rápidos.

Nos serviços de apoio diagnóstico, foram informados 7.910 exames laboratoriais, 1.652 radiológicos e 390 eletrocardiogramas, totalizando 9.952 registros no segundo quadrimestre.

Internações e transferências

O hospital registrou 206 internações: 121 em clínica médica, 63 em clínica cirúrgica e 22 em psiquiatria. No primeiro quadrimestre, o total apresentado foi de 303, resultando em 509 internações no acumulado dos dois períodos.

As transferências passaram de 283 para 246. Entre as categorias discriminadas no segundo quadrimestre estão 54 encaminhamentos cirúrgicos ou por trauma, 39 obstétricos, 14 de clínica médica ou neurologia, 17 de pediatria e 25 de psiquiatria.

Nos demais registros hospitalares, a apresentação relaciona 715 ocorrências de diarreia, 66 de acidentes com animais peçonhentos, 44 na categoria de acidente antirrábico e 18 de violência interpessoal. São dados do hospital, com recorte próprio, que não devem ser somados automaticamente às notificações municipais.

Cirurgias passam de 300 para 395

A tabela cirúrgica registra 395 procedimentos no segundo quadrimestre, ante 300 no primeiro, totalizando 695 em 2026 até agosto. O detalhamento de maio a agosto apresenta:

  • Facoemulsificação pelo Projeto Expansão: 188.
  • Facoemulsificação pela Secretaria Municipal de Saúde de Castilho: 65.
  • Plástica ocular pelo Projeto Expansão: 53.
  • Tratamento cirúrgico de varizes dos membros inferiores pelo Projeto Expansão: 34.
  • Trabeculectomia pelo Projeto Expansão: 32.
  • Pterígio pelo Projeto Expansão: 23.

Em um balanço histórico separado, o hospital informou 1.044 cirurgias entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025.

Transporte registra 3.492 viagens no quadrimestre

A Central de Ambulâncias informou 14.241 registros de transporte de pacientes e 9.286 de acompanhantes entre maio e agosto. O total chegou a 23.527, incluindo deslocamentos realizados ao longo dos quatro meses.

Dentro do município, foram 5.509 registros de pacientes e 3.201 de acompanhantes. Na categoria de encaminhados, aparecem 8.732 pacientes e 6.085 acompanhantes.

A operação contabilizou 3.492 viagens e 837.503 quilômetros no segundo quadrimestre. O consumo informado foi de 93.664,26 litros de combustível, e a despesa apresentada chegou a R$ 655.998,51.

No acumulado de janeiro a agosto, a Central de Ambulâncias contabilizou 7.015 viagens.

Aplicação na saúde em Castilho chega a R$ 19 milhões no período

O demonstrativo financeiro informa aplicação total de R$ 19.024.400,08 na saúde no segundo quadrimestre. No primeiro, foram R$ 15.928.645,82, levando o acumulado de janeiro a agosto a R$ 34.953.045,90.

Dos recursos aplicados entre maio e agosto, R$ 6.016.433,45 aparecem como despesas com recursos vinculados. A diferença, de R$ 13.007.966,63, é utilizada no cálculo do percentual de aplicação municipal apresentado pela Secretaria.

Sobre a base de receitas indicada no demonstrativo, de R$ 45.395.092,10, o percentual informado para o segundo quadrimestre é de 28,66%. No acumulado dos oito meses, a apresentação aponta 27,63%.

A legislação estabelece aplicação mínima anual de 15% sobre a base de receitas definida para os municípios. Os percentuais apresentados retratam a execução até agosto e não substituem a apuração de encerramento do exercício.

As receitas federais e estaduais vinculadas informadas para maio a agosto somaram R$ 5.163.029,96. Esse valor de entrada de recursos é diferente do montante de despesas com recursos vinculados apresentado no mesmo período.

Consórcio e repasses ao hospital

O fechamento financeiro do CIENSP, com recursos próprios, informa R$ 3.230.374,81 no segundo quadrimestre. O acumulado de janeiro a agosto é de R$ 6.540.593,54. O material relaciona a atuação do consórcio a consultas, exames, cirurgias, enfermagem, custeios fixos e atendimentos TEA.

Para o Hospital José Fortuna, o quadro de repasses apresenta aproximadamente R$ 7,41 milhões entre janeiro e agosto. As colunas identificadas como SUS e município registram, respectivamente, cerca de R$ 2,60 milhões e R$ 4,82 milhões.

Indicadores mostram resultados e metas ainda não alcançadas

A audiência também apresentou indicadores de acompanhamento da saúde em Castilho. Na avaliação referente ao primeiro quadrimestre de 2026, os resultados abrangem o vínculo das equipes com a população e a qualidade dos serviços.

No vínculo e acompanhamento territorial, seis equipes aparecem com classificação ótima, quatro com boa e duas com suficiente. Nenhuma está na faixa regular no painel exibido.

No componente de qualidade, as seis equipes de Saúde da Família aparecem como boas. Entre as equipes de Atenção Primária, cinco estão na faixa boa e uma na ótima. O painel também mostra resultados de equipes multiprofissionais e de saúde bucal.

O quadro estadual do IGM SUS Paulista apresenta coberturas vacinais infantis abaixo da meta de 95% indicada no próprio painel. Para a avaliação identificada como primeiro quadrimestre de 2026, constam 87,88% para pentavalente, 81,82% para pneumocócica, 84,85% para poliomielite e 80,30% para a primeira dose da tríplice viral.

Os quatro percentuais são superiores aos do período de comparação mostrado, o terceiro quadrimestre de 2025, mas permanecem abaixo da meta. Para HPV, com avaliação de 2025, o painel informa cobertura municipal de 85,64% no público feminino e 78,84% no masculino, diante da meta de 90%.

O mesmo painel registra 100% no indicador de gestantes diagnosticadas com sífilis e tratadas adequadamente, com referência ao primeiro quadrimestre de 2026. Para internações por causas sensíveis à atenção básica, apresenta índice municipal de 13,73, frente a 14,73 no comparativo estadual.

O indicador de mortalidade infantil apresentou redução na comparação histórica exibida: a taxa municipal passou de 9,84, no período de 2021 a 2023, para 7,40, entre 2022 e 2024.

Secretaria reforça convite à participação dos moradores

Ao defender a participação popular, Demilson afirmou que a Secretaria está aberta para ouvir os cidadãos. A audiência, o Conselho de Saúde e as conferências foram os espaços citados por ele para acompanhar os serviços, apresentar demandas e participar das decisões sobre a saúde em Castilho.

Fonte dos dados locais: apresentação da Secretaria Municipal de Saúde de Castilho referente ao segundo quadrimestre de 2026, entrevistas com o prefeito e o secretário e acompanhamento presencial da reportagem.