
Análise de Mídia – 19/08/2026 
– Globo Rural informa que a União Europeia pretende endurecer as regras para a entrada de produtos agrícolas, com a possibilidade de adotar tolerância zero para resíduos de determinados agrotóxicos considerados perigosos. O Brasil está entre os países potencialmente mais afetados. Segundo estudo da Comissão Europeia, uma eventual recusa dos exportadores em adaptar suas práticas poderia reduzir em até 95% as importações de soja brasileira pela UE e provocar queda de 5,6% nos preços recebidos pelos produtores. Leia+.
– CNN Brasil alerta que a alta dos fertilizantes e a redução das importações brasileiras de adubos aumentam o risco para a produtividade agrícola e para a inflação de alimentos em 2027. Entre janeiro e julho, o país importou 7,4% menos fertilizantes, mas gastou 7,3% mais, totalizando US$ 8,8 bilhões. A produção nacional também recuou 17% nos cinco primeiros meses do ano. O cenário preocupa especialmente as culturas de soja e milho e reforça a necessidade de ampliar a produção doméstica de nitrogenados, fosfatados e potássicos. Leia+.
– Globo Rural registra que o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) defende a segregação das cadeias produtivas para atender às novas exigências da União Europeia sobre antimicrobianos, que entram em vigor em 3 de setembro. A proposta prevê protocolos específicos, rastreabilidade e controles auditáveis para os produtos destinados ao mercado europeu, sem restringir de forma generalizada o uso de produtos autorizados no Brasil e em outros mercados. Leia+.
– CNN Brasil aponta que o Brasil pode aumentar em cerca de 20% as exportações de etanol na safra 2026/27, alcançando 1,535 bilhão de litros. A projeção é impulsionada pela produção recorde, estimada pela Conab em 40,68 bilhões de litros, principalmente pelo avanço do etanol de milho. Apesar disso, o setor precisará ampliar mercados, já que a janela de competitividade no exterior é limitada e o produto americano tende a ganhar espaço entre outubro e março. Leia+.
– Folha informa que o governo federal mobiliza os estados para tentar conter os efeitos de um El Niño extraforte, com previsão de atraso no início do período chuvoso e aumento do risco de incêndios, principalmente no Norte e no Nordeste. O Ministério do Meio Ambiente reunirá secretários estaduais para mapear áreas prioritárias e definir uma atuação coordenada. A previsão para 2027 também é de uma estação chuvosa mais curta, seca mais intensa e maior possibilidade de ondas de calor e queimadas. Leia+.
– Metrópoles informa que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, assinou despacho para encaminhar à Comissão de Constituição e Justiça a PEC que prevê o fim da escala 6×1. A medida representa novo gesto de aproximação com o governo Lula e deve ser analisada pela comissão presidida pelo senador Otto Alencar. O despacho ainda não havia sido disponibilizado no sistema do Senado, e Alcolumbre não teria conversado com Otto sobre a tramitação. Leia+.
– Valor revela que o governo trabalha para aprovar a PEC do fim da escala 6×1 antes das eleições, preferencialmente até 2 de setembro, durante a última semana de esforço concentrado. A estratégia é manter o texto já aprovado pela Câmara, evitando seu retorno à Casa e permitindo a promulgação imediata. O Planalto também tenta avançar com a PEC da Segurança Pública e o projeto sobre minerais críticos, mas Alcolumbre ainda não se comprometeu com a aprovação das propostas, condicionando o avanço à construção política no Senado. Leia+.
– Poder360 informa que as eleições de 2026 registraram 20.607 candidaturas, uma queda de 29,6% em relação a 2022 e a primeira redução no número de candidatos em 20 anos. Entre os fatores estão a diminuição do número de partidos, o endurecimento da cláusula de desempenho e o aumento das federações partidárias, que passaram a dividir o limite de candidaturas nas eleições proporcionais. Os registros ainda serão analisados pela Justiça Eleitoral, e todos deverão estar julgados até 14 de setembro. Leia+.

Análise de Mídia – 20/08/2026 
– Canal Rural destaca estudo da FGV-Agro que relaciona o custo da renegociação das dívidas rurais à possibilidade de expansão do seguro rural. Segundo a análise, os R$ 3,6 bilhões estimados por ano para as repactuações poderiam gerar até R$ 112,6 bilhões em importância segurada no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. O estudo ressalta que o seguro não substitui a renegociação, mas atua preventivamente na proteção contra riscos climáticos e comerciais. Leia+.
– AGFeed alerta que a combinação entre a possível intensificação do El Niño e a falta de dragagem no rio Tapajós pode comprometer o escoamento de soja e milho pelo Arco Norte durante o segundo semestre. A MoveInfra estima que entre 3 milhões e 5 milhões de toneladas possam ser afetadas, com impacto de até R$ 850 milhões para o agronegócio. A entidade defende a dragagem de manutenção em sete pontos críticos, enquanto lideranças indígenas e o Ministério Público Federal apontam riscos ambientais, sociais e relacionados à necessidade de consulta prévia às comunidades. Leia+.
– Globo Rural informa que o estoque de títulos privados do agronegócio alcançou R$ 1,409 trilhão em julho, alta de 3,7% em relação ao mesmo mês de 2025. O montante reúne CPRs, LCAs, CRAs, CDCAs e Fiagros. As CPRs somaram R$ 580,78 bilhões, enquanto as LCAs chegaram a R$ 560,37 bilhões; pelas regras atuais, ao menos 60% das LCAs devem ser reaplicadas no financiamento do setor agropecuário. Leia+.
– Folha registra que a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos não deve ser concluída antes do fim do ano. O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que o governo terá 60 dias para reunir informações sobre o tarifaço e que, antes de eventuais contramedidas, serão realizadas consultas diplomáticas e ao setor privado. Apesar da reação brasileira, o governo ainda tenta negociar uma solução para reduzir os efeitos das tarifas sobre as exportações. Leia+.
Folha informa que Davi Alcolumbre assinou o despacho que encaminha à Comissão de Constituição e Justiça do Senado a PEC que prevê o fim da escala 6×1. O governo articula para que Otto Alencar ou Omar Aziz assuma a relatoria e trabalha para que a proposta seja votada na primeira semana de setembro, sem alterações em relação ao texto aprovado pela Câmara. A eventual mudança obrigaria o retorno da matéria aos deputados e poderia dificultar sua promulgação antes das eleições. Leia+.
– Agência Brasil destaca que a Embrapa divulgou uma agenda estratégica com recomendações de políticas públicas para a agricultura e sugestões aos candidatos nas eleições de outubro. O documento defende investimentos estáveis em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva, além de priorizar segurança alimentar, agricultura sustentável, bioeconomia, transição energética, desenvolvimento territorial e transformação digital no campo. A Embrapa também alerta para a dependência de insumos importados e reforça a importância da conectividade rural e da adaptação às mudanças climáticas. Leia+.

Análise de Mídia – 21/08/2026 
– Globo Rural informa que o governo federal estuda criar uma lista de Agrotóxicos Altamente Perigosos, com base em critérios internacionais de toxicidade e risco ambiental. Embora a proposta tenha caráter orientativo e não determine o banimento dos produtos, entidades do setor alertam para possíveis impactos regulatórios, comerciais e econômicos. Segundo estimativa da CropLife Brasil, restrições significativas poderiam reduzir a produção de soja e milho e gerar prejuízos de até R$ 125,5 bilhões. Leia+.
– Globo Rural aponta que a Conab projeta queda de 2,9% na produção de açúcar na safra 2026/27, para 42,9 milhões de toneladas, enquanto a produção de etanol de cana deve crescer 9,7%, alcançando 30 bilhões de litros. O etanol de milho também deve avançar 17%, e a produção total do biocombustível pode chegar a 41,8 bilhões de litros. Leia+.
– Veja alerta que um El Niño de forte intensidade pode reduzir em até 10% a produção brasileira de grãos, afetando o fluxo de caixa das agroindústrias. O fenômeno pode diminuir ou atrasar a chegada de matéria-prima, pressionar estoques, contratos, entregas e a necessidade de capital de giro, em um cenário já marcado pelo endividamento e por critérios mais rigorosos na concessão de crédito. Leia+.
– Poder360 informa que o TCU aprovou o prosseguimento da concessão da Rota Agro Central, corredor de 887,6 quilômetros das BRs 070, 174 e 364, em Mato Grosso e Rondônia. O projeto prevê R$ 5,995 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos e é estratégico para o transporte de soja e milho até os portos do Arco Norte. O leilão está previsto para 10 de dezembro de 2026. Leia+.
– Globo Rural registra que o Ministério Público Federal passará a exigir, a partir de janeiro de 2027, o monitoramento de fornecedores indiretos de gado na Amazônia Legal. A medida abrangerá propriedades que venderam bovinos aos fornecedores diretos entre 12 e 24 meses antes da compra final pelo frigorífico, com cruzamento de dados de Guias de Trânsito Animal, Cadastros Ambientais Rurais e outras bases públicas. Leia+.
– Valor informa que o governo federal avalia prorrogar por mais 30 dias a subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina, diante da alta do petróleo Brent, que ultrapassou US$ 90 por barril. A subvenção atual termina em 25 de agosto. Ainda não há decisão sobre a extensão do benefício para o diesel, enquanto o Imposto de Exportação sobre o petróleo bruto também está sob análise. Leia+.
– Estadão faz um compilado das propostas para o agronegócio dos principais candidatos à Presidência. Entre os temas comuns estão o fortalecimento do seguro rural, a ampliação da produção nacional de fertilizantes e a abertura de novos mercados. Os programas também abordam crédito, armazenagem, segurança jurídica, sustentabilidade, inovação, conectividade rural, bioenergia e redução da dependência de insumos importados. Leia+.
– G1 revela que o ministro José Guimarães deve procurar Davi Alcolumbre para acelerar a tramitação das PECs da Segurança Pública e do fim da escala 6×1. Embora Alcolumbre tenha assinado os despachos, as propostas ainda não chegaram à CCJ, porque o presidente do Senado busca construir um acordo político para a escolha dos relatores. O atraso pode inviabilizar a aprovação das matérias antes das eleições. Leia+.
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