Da banca ao crescimento: mulheres transformam conhecimento em renda e fortalecem economia de MS

Com cerca de 160 mil empreendedoras e 25.803 empresas abertas por mulheres em 2025, Governo Riedel aposta em qualificação, formalização, crédito e gestão

Há poucos meses, Francielly Carlos enxergava sua loja de eletrônicos e informática, instalada no Camelódromo de Campo Grande, com outros olhos.

O negócio já existia, mas havia caminhos de crescimento que ainda não estavam claros no cotidiano de quem precisa dividir a atenção entre vendas, clientes, estoque, contas e decisões sobre o futuro da empresa.A mudança começou com capacitação.

Depois de participar de programas voltados à gestão e ao desenvolvimento empresarial, Francielly reorganizou a maneira de olhar para o próprio negócio. Em apenas três meses, o faturamento da loja cresceu mais de 30%.

Hoje, a empresa mantém dois empregos diretos e movimenta o trabalho de outras cinco pessoas de forma indireta.

“Foram orientações, desafios e experiências que me ajudaram a enxergar novas oportunidades, melhorar minha gestão e acreditar ainda mais no potencial do empreendedor sul-mato-grossense”, relata.

A experiência de Francielly revela, em escala individual, um movimento que já ganhou dimensão econômica em Mato Grosso do Sul.

Levantamento realizado em março de 2026, com base no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica da Receita Federal, aponta que cerca de 160 mil mulheres estão à frente de negócios no Estado.

Elas representam 42% do total de empresários registrados.Sob a gestão do governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, o fortalecimento do empreendedorismo feminino passou a integrar as ações voltadas à geração de renda, qualificação profissional e desenvolvimento das economias locais.

A estratégia procura atuar justamente sobre dificuldades que aparecem na rotina de quem empreende: organizar as finanças, divulgar produtos, encontrar clientes, planejar a expansão, formalizar a atividade e acessar crédito.

Para quem já possui um negócio, a proposta é ajudá-lo a se tornar mais sustentável.

Para quem pretende começar, o objetivo é reduzir a distância entre uma boa ideia e uma empresa capaz de sobreviver no mercado.

“Quando uma mulher empreende, se qualifica, formaliza seu negócio ou conquista uma vaga de trabalho, o impacto não fica restrito a uma empresa. Ele chega à casa dela, à família, ao bairro, à comunidade e à economia da cidade. O papel do Governo é criar condições para que esse talento encontre oportunidade e vire renda, emprego e desenvolvimento”, afirma Riedel.

Uma presença que já movimenta a economia

Os números mostram que o empreendedorismo feminino deixou de ocupar uma posição periférica na economia sul-mato-grossense.

As mulheres representam 45,1% dos empreendedores do setor de Serviços, 44,9% do Comércio e 39,4% da Indústria.Essa presença aparece também na abertura de novos negócios.

Somente em 2025, 25.803 empresas comandadas por mulheres foram abertas em Mato Grosso do Sul.Por trás do número estão empreendimentos de diferentes tamanhos e perfis: lojas, salões, mercados, cozinhas, oficinas e empresas prestadoras de serviços.

Negócios que muitas vezes começam pequenos, dentro de bairros e comunidades, mas passam a gerar renda, contratar trabalhadores e movimentar fornecedores.

O mercado formal acompanha esse avanço. Dos 19.540 postos de trabalho criados no Estado em 2025, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, 8.679 foram ocupados por mulheres — aproximadamente 44% do saldo positivo.

“O desafio, portanto, não está apenas em ampliar a presença feminina na economia, mas em oferecer condições para que ela resulte em negócios capazes de permanecer, crescer e gerar trabalho”, explica Riedel.

Para isso, as ações desenvolvidas no Estado articulam Governo de Mato Grosso do Sul, Sebrae/MS, Fecomércio, Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres.

As iniciativas reúnem capacitações, mentorias, orientação para formalização, gestão empresarial e aproximação das empreendedoras com linhas de crédito.

O secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho da Semadesc, Esaú Rodrigues de Aguiar Neto, destaca que o efeito de um empreendimento que se fortalece tende a ultrapassar seus próprios limites.

“Quando uma mulher conquista seu espaço no ambiente de negócios, o impacto vai muito além de uma empresa que cresce ou de uma vaga de trabalho que é criada. Ela transforma famílias, movimenta comunidades e impulsiona o desenvolvimento de todo o território onde está inserida”, afirma.Conhecimento muda a rotina do negócio.

Foi justamente essa combinação entre experiência prática e conhecimento de gestão que ajudou Francielly a ampliar os resultados da loja no Camelódromo.

Entre as iniciativas destinadas às empreendedoras está o Sebrae Delas, programa que trabalha temas como planejamento, marketing, finanças, gestão e posicionamento no mercado.

Pesquisa realizada com participantes mostrou que 85,3% consideraram que a iniciativa teve grande impacto ou impacto transformador tanto no desenvolvimento pessoal quanto nos resultados dos negócios.

Na prática, são conhecimentos que podem modificar decisões aparentemente pequenas do dia a dia — como organizar receitas e despesas, divulgar melhor um produto ou identificar oportunidades de expansão — mas que acabam interferindo diretamente na capacidade de sobrevivência da empresa.

No caso de Francielly, o resultado apareceu no caixa e também na geração de trabalho.

O aumento superior a 30% no faturamento em apenas três meses foi acompanhado pela manutenção de dois empregos diretos e pela movimentação de outras cinco pessoas de maneira indireta.

A coordenadora da Unidade de Relacionamento com o Cliente do Sebrae/MS, Lucielle Lima, considera que o empreendedorismo feminino já se consolidou como força econômica no Estado, embora dificuldades relacionadas ao tempo, marketing e finanças ainda façam parte da realidade de muitas mulheres.

“Quando investimos na capacitação e no fortalecimento dessas mulheres, contribuímos para negócios mais sustentáveis, geração de renda e desenvolvimento econômico para todo o Estado”, afirma.

Da aldeia para novos mercadosA mesma lógica de transformar conhecimento em oportunidade chegou também às comunidades indígenas.

Em 2024, uma parceria entre o Governo do Estado e o Sebrae/MS realizou em Brasilândia a primeira edição do Empretec Indígena, envolvendo mulheres de 32 famílias da comunidade Ofayé.

Uma das participantes foi Ramona Coimbra Pereira, de 42 anos, cacique da aldeia. Atualmente, ela lidera um grupo de dez artesãs que ampliou os espaços de comercialização de seus produtos e passou a participar de feiras em Mato Grosso do Sul e também da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Feneart), uma das maiores exposições do setor na América Latina.Para as artesãs, alcançar novos mercados significa mais do que vender peças.

A atividade abre uma possibilidade de geração de renda associada à própria identidade cultural da comunidade.

“O Empretec abriu a mente das artesãs da aldeia. Foi uma virada de chave na vida de todas nós. Isso nos deu visibilidade, oportunidades de negócio e geração de renda para as famílias”, afirma Ramona.

Ela defende que a experiência possa chegar a outras comunidades indígenas, preservando as tradições, a identidade cultural e a autonomia econômica de cada povo.

A trajetória das artesãs Ofayé mostra também que políticas de empreendedorismo precisam considerar realidades distintas.

Uma banca no centro comercial da Capital e a produção artesanal dentro de uma aldeia partem de contextos diferentes, mas esbarram em desafios semelhantes quando chega a hora de administrar, divulgar, comercializar e transformar trabalho em renda permanente.

É nesse ponto que as histórias de Ramona e Francielly se encontram.

De um lado, uma empresária que conseguiu ampliar em mais de 30% o faturamento depois de rever a gestão de sua loja.

De outro, mulheres indígenas que passaram a levar seu artesanato para feiras e novos mercados sem abandonar a identidade da comunidade.

Entre uma experiência e outra estão milhares de mulheres que já representam 42% do universo empresarial de Mato Grosso do Sul.

A estratégia conduzida por Eduardo Riedel procura agora transformar essa presença numerosa em empreendimentos mais estruturados e capazes de permanecer no mercado.

O desafio continua sendo fazer com que capacitação, formalização, crédito e oportunidades cheguem às diferentes realidades de quem empreende.Para Francielly, essa transformação já pode ser medida dentro da própria loja: nas novas possibilidades que passou a enxergar, no crescimento do faturamento e nas pessoas cujo trabalho hoje está ligado ao negócio.

É uma mudança pequena diante dos números de todo o Estado, mas concreta para quem vive dela todos os dias.

Foto: Bruno Rezende  

Assessoria de Imprensa | Eduardo Riedel

Federação União Progressista

Site: www.eduardoriedel.com.br

Instagram: @eduardoriedelFlickr: Eduardo Riedel

Grupo do WhatsApp: Clique aqui e entre no grupo para receber as notícias no seu telefone.

logo

Continue sempre bem informado acessando nossos portais:

  • Jornal Dia Dia
    Sua fonte confiável para as melhores notícias e artigos úteis. Fique por dentro dos acontecimentos mais importantes, dicas práticas e conteúdos de qualidade.
  • Jornal Brasil Regional (JBR)
    O pulso do país em tempo real. Notícias nacionais, regionais e internacionais com ética e credibilidade.
  • Castilho Notícias (News)
    O seu diário local com cobertura de Castilho e Região (SP). Jornalismo com credibilidade.
  • Casa e Jardim
    Dicas exclusivas sobre decoração, jardinagem, arquitetura, DIY, reformas e muito mais. Tendências, soluções práticas e ideias criativas para todos os estilos e orçamentos.
  • B10 Brasil
    As principais notícias, análises e insights sobre negócios, economia e soberania nacional. Conectando o Brasil ao mundo com inteligência e estratégia.