Uma mulher de 34 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil de São Paulo após ser encontrada com 113 bolsas de luxo da marca brasileira Serpui, avaliadas em aproximadamente R$ 260 mil.
Ela foi detida pelo crime de receptação.A prisão de Jéssica de Joani Ribeiro ocorreu na quinta-feira (13), durante uma operação da Polícia Civil que investigava um furto cometido no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em junho deste ano.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em uma residência no bairro Lajeado, na Zona Leste da capital paulista, os policiais encontraram as bolsas escondidas e embaladas, algumas ainda etiquetadas.
Ao todo, a carga localizada no imóvel fazia parte de um lote de 844 bolsas, avaliadas em cerca de R$ 1,98 milhão, furtado de uma empresa localizada nos Jardins, área nobre de São Paulo, em setembro de 2025.
O marido de Jéssica, Thiago de Joani Fernandes, de 35 anos, também é investigado. Segundo a polícia, imagens de câmeras de segurança teriam identificado o homem durante o furto ocorrido no aeroporto.
Durante a operação, Thiago fugiu pelos fundos da residência e ainda é procurado. No imóvel, os agentes apreenderam sete celulares e R$ 8.015 em dinheiro.
Cinco dos aparelhos teriam sido abandonados pelo suspeito durante a fuga.Carga foi levada por motorista de aplicativoSegundo a investigação, a empresa Serpui havia contratado um serviço de entrega por aplicativo para transportar as mercadorias até outro imóvel utilizado como estoque.
O crime ocorreu em 5 de setembro de 2025.De acordo com o boletim de ocorrência, um motorista ainda não identificado retirou as mercadorias em um carro. Posteriormente, a polícia descobriu que a placa do veículo utilizado no transporte era clonada.
Além das mais de 800 bolsas, a carga também continha seis pares de sapatos da marca, avaliados em aproximadamente R$ 2,3 mil. Um representante da empresa reconheceu parte das bolsas recuperadas na delegacia.
A Polícia Civil continua as buscas para localizar os seis pares de sapatos e as outras 731 bolsas que ainda não foram recuperadas.A investigação é conduzida pela 3ª Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (Deatur), no Aeroporto de Guarulhos.
A polícia também apura a possível participação de outras pessoas no furto e na ocultação das mercadorias.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de G1
Foto:Divulgação

