Seja para comemorar uma vitória, curtir o fim de semana com a família ou afogar as mágoas no fim do expediente, tem uma figura que nunca falha em nos receber bem: o garçom. No Dia do Garçom, a homenagem é dedicada a esses profissionais que dominam como ninguém a arte de servir, equilibrar bandejas impossíveis e, acima de tudo, transformar qualquer refeição em um momento especial.
Ao longo do tempo, a profissão de garçom se consolidou como uma das mais humanas e essenciais do nosso cotidiano. Muito além de anotar pedidos e trazer pratos à mesa, esses profissionais são guardiões de segredos, conselheiros de balcão e testemunhas da história viva de uma cidade. Eles conhecem o gosto de cada cliente habitual, sabem exatamente quando puxar conversa ou quando apenas deixar o café quentinho na mesa. Sem eles, nossos bares, restaurantes e festas simplesmente não teriam a mesma energia.
Histórias que marcaram época nas noites e eventos
Falar da gastronomia e dos eventos locais é relembrar figuras emblemáticas que já circularam por praticamente todos os cantos da cidade — de bares, lanchonetes e restaurantes a bufês e grandes casas de eventos que marcaram época, como a inesquecível Papillon.
Quem não se lembra do talento de Arnaldo Ramires Cock, que levou sua paixão pelo bem-servir tão longe que criou seu próprio buffet? Ou de nomes que são verdadeiras instituições das nossas mesas, como o Brancão, Daniel Antunes, Pisca, Faísca, Nivaldo, o Carlão e o querido Amendoim? Cada um deles carrega no currículo milhares de atendimentos, conversas e sorrisos distribuídos ao longo dos anos.
E a homenagem se estende também a todos aqueles cujos nomes não estão nesta lista, mas que continuam dedicando suas vidas a servir com excelência e carinho, dia e noite, em cada canto da cidade.
O mito em atividade: Beleza, o garçom mais antigo de Três Lagoas

Não dá para falar da história da gastronomia três-lagoense sem dedicar um capítulo à parte para Ademar de Queiróz Silva, popularmente conhecido como Beleza. Aos 70 e poucos anos e com mais de meio século de circulação entre as mesas, ele carrega o título de garçom mais antigo em atividade na cidade.
Com seu humor característico, Beleza resume sua trajetória com uma frase marcante: “Já fui de tudo na vida, menos ladrão”. Antes de encontrar sua verdadeira vocação na boemia e na gastronomia aos 20 anos, ele trabalhou como ajudante de pedreiro e teve uma breve passagem de um ano como fiscal do município. Mas foi com a bandeja na mão que ele realmente fez história.
Ao longo de mais de 50 anos de carreira, Beleza testemunhou a evolução geográfica e boêmia de Três Lagoas, trabalhando em locais icônicos que hoje vivem na memória afetiva da população:
- O Canecão (Na esquina da Igreja Matriz frente);
- O Casarão (hoje Espeto São Luiz);
- O Lanchopps (na farmácia ao lado do Itaú);
- O Boi na Brasa (Na esquina da Orestes Prata Tinery com Avenida Antonio Trajano);
- A lendária casa de eventos Papillon.
Atualmente esbanjando simpatia no Restaurante e Lanchonete Camargo, Beleza segue firme no ofício, provando que a paixão por servir não envelhece.
A todos os garçons que fazem da nossa vida mais saborosa e leve, o nosso muito obrigado e um feliz Dia do Garçom!
João Maria Vicente
Foto – Arquivo pessoal/Redes sociais

