Com a decisão do MDB de ficar neutro na disputa presidencial, lideranças do partido não escondem o abatimento: a leitura interna é que Simone Tebet deixou escapar a grande chance de sua vida pública.
Destaque em 2022 como a principal alternativa à polarização, Tebet tomou decisões que a afastaram da corrida ao Planalto: apoiou Lula, tornou-se ministra, trocou o MDB pelo PSB e mirou o Senado por São Paulo.
A consequência? Um Centro político fragmentado e sem candidatura própria para 2026 — um cenário que já havia sido previsto pelo ex-deputado Carlos Marun ao alertar que o grupo caminhava “como boiada para o matadouro” ao aceitar a polarização. Sem Tebet na disputa, o diagnóstico se confirmou.
João Maria Vicente, com PlatôBR
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