STJ mantém prisão de acusado de tentar matar companheira atropelada em Água Clara

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva de Ricardo Lacheski Ferreira, acusado de tentar matar a companheira ao atropelá-la, em abril deste ano, em Água Clara.

A decisão foi proferida pelo ministro Luis Felipe Salomão, que não conheceu o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

Segundo o magistrado, o recurso não pôde ser analisado porque a defesa deixou de anexar a íntegra do decreto que determinou a prisão preventiva, documento considerado indispensável para o julgamento do pedido.

Os advogados sustentaram que a prisão é desproporcional e argumentaram que o atropelamento ocorreu durante uma discussão do casal, agravada pelo consumo de álcool.

Também afirmaram que o acusado prestou socorro à vítima, acionou a Polícia Militar, colaborou com as investigações, é réu primário, possui bons antecedentes, residência fixa e trabalha como motorista profissional.

A defesa solicitou a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com a vítima, suspensão da CNH e recolhimento domiciliar no período noturno.

No entanto, o ministro destacou que a documentação apresentada era insuficiente para permitir a análise do mérito do habeas corpus.

Apesar da negativa, ressaltou que a defesa poderá apresentar um novo pedido, desde que acompanhado dos documentos exigidos.

Com a decisão, Ricardo Lacheski Ferreira continuará preso preventivamente enquanto responde às acusações de tentativa de feminicídio relacionadas ao caso ocorrido em Água Clara.

Tatiane Linhares Vicente, com informações de MSTodoDia

Foto:Arquivo