Ao longo dos anos, os bastidores da política em Três Lagoas sempre foram movimentados por articuladores em busca do “candidato ideal”. Quase sempre, a receita para essa busca envolvia indicar personalidades de conduta irrepreensível, que já gozavam de grande prestígio popular graças às suas trajetórias profissionais e comunitárias bem-sucedidas.
Nesse cenário de especulações e convites, dois nomes se destacaram no passado: os saudosos empresários Rubens Miranda Melo e José Paulo Rímoli.
- Rubens Miranda Melo era sócio-proprietário da tradicional Viação São Luiz.
- José Paulo Rímoli comandava a memorável Gráfica Rímoli.
Ambos lideravam empresas que marcaram época, mas que hoje já não existem mais.
O prestígio no PMDB e a recusa às urnas
Filiados e atuantes no então PMDB, Rubens e Rímoli eram constantemente lembrados e cobiçados para disputar a Prefeitura Municipal. No entanto, a despeito da forte influência que exerciam nos bastidores e do apelo de correligionários, nenhum dos dois jamais cedeu à tentação de registrar uma candidatura. A política eleitoral simplesmente não fazia parte de suas ambições pessoais.
Enquanto muitos outros nomes notáveis da sociedade três-lagoense decidiram colocar seus nomes à apreciação do público — alguns com amplo sucesso nas urnas, outros amargando derrotas —, a dupla preferiu a discrição dos bastidores.
Décadas depois, fica no ar aquela clássica pulga atrás da orelha dos historiadores e entusiastas da política local: caso tivessem aceitado o desafio, será que essa dupla teria alcançado o sucesso nas urnas e transformado o destino de Três Lagoas?
João Maria Vicente
Foto – Arquivo pessoal/João Maria Vicente

