A influenciadora digital Virgínia Fonseca e a plataforma de apostas Blaze são alvos de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que pede a condenação solidária das partes ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
A ação, protocolada nesta semana, sustenta que a influenciadora participou de uma estratégia de divulgação considerada abusiva, promovendo a plataforma de apostas de forma a associar o serviço à possibilidade de ganhos fáceis e minimizando os riscos envolvidos para os consumidores.
Segundo o promotor de Justiça Paulo Binicheski, um dos episódios citados ocorreu durante uma partida da Copa do Mundo, quando Virgínia teria divulgado a plataforma.
O MPDFT afirma ainda que ela receberia cerca de 30% das perdas dos apostadores que acessaram o site por meio de sua divulgação.
Durante a investigação, servidores do Ministério Público criaram contas na plataforma para analisar seu funcionamento.
Conforme a ação, foram identificadas mensagens promocionais com promessas de vantagens aos usuários, além do registro de aproximadamente 42 mil reclamações relacionadas à Blaze.
Para o MPDFT, a publicidade realizada por influenciadores de grande alcance pode incentivar o comportamento compulsivo e aumentar os prejuízos financeiros dos consumidores.
Em nota, a defesa de Virgínia Fonseca informou que teve conhecimento da ação pela imprensa e que apresentará sua manifestação nos autos do processo, negando qualquer conduta predatória ou intenção de lesar os usuários.
Já a Blaze afirmou que atua em conformidade com a legislação e com as normas que regulamentam o mercado de apostas on-line no Brasil e que prestará todos os esclarecimentos necessários após ser oficialmente notificada.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de JD1
Foto:Agência Senado


