Falta de proteção adequada contra descargas atmosféricas e o descumprimento da NBR 5419 expõem empresas a danos eletrônicos irreparáveis e a negativas de indenização por seguradoras
A intensificação das descargas atmosféricas e dos transientes de rede em 2026 impôs uma nova realidade à gestão de ativos no Brasil.
Nesse cenário de eventos climáticos extremos, a proteção elétrica deixou de ser um item acessório para se tornar uma prioridade estratégica de sobrevivência operacional para indústrias e empresas de serviços.
No entanto, o que se observa na prática é um abismo técnico entre a modernidade dos equipamentos eletrônicos e a precariedade dos sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) instalados.
De acordo com Wagno Coelho, supervisor de vendas e especialista da Loja Elétrica, operigo muitas vezes reside na falsa sensação de segurança de manter sistemas sem a devida atualização.
“Existe um risco invisível em confiar em sistemas de proteção obsoletos. Um para-raios mal projetado ou com aterramento deficiente atua como um captor que traz a descarga para dentro da edificação, mas falha em dissipá-la com segurança.
A conformidade rigorosa com a NBR 5419 é o que separa um mastro decorativo de uma infraestrutura de resiliência real contra os eventos climáticos extremos de 2026″, alerta Coelho.
Falta de barreira interna contra surtos destrói componentes sensíveis e paralisa operações industriais
Dados do Anuário Abracopel 2026 reforçam que a sobrecarga e os surtos elétricos figuram entre as principais causas de perdas patrimoniais no país.
O prejuízo bilionário registrado no último ano não decorre apenas da queda direta de raios, mas dos surtos conduzidos pela rede elétrica que queimam servidores, máquinas de precisão e sistemas de automação. Estima-se que 35% dos acidentes em áreas de serviços poderiam ser evitados com a correta coordenação de dispositivos de proteção.
Muitas empresas acreditam que o mastro no topo da edificação é suficiente para proteger o negócio. Contudo, a norma NBR 5419 exige uma abordagem sistêmica que inclui o uso obrigatório de Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS) em quadros de distribuição.
Sem essa barreira interna, a energia residual de uma descarga próxima viaja pelos condutores e destrói componentes sensíveis, paralisando a operação por dias e gerando altos custos de manutenção emergencial.
A conformidade normativa deixou de ser uma questão burocrática para se tornar uma métrica de continuidade de receita.
Um sistema de proteção desatualizado é incapaz de lidar com as correntes de surto de alta energia comuns nas tempestades atuais.
O resultado é o estresse térmico dos materiais e a interrupção súbita do faturamento, fator que pesa nos custos operacionais fixos que não param mesmo quando a infraestrutura está fora de operação.
Coelho explica que a eficiência do ecossistema elétrico depende diretamente da integração normativa e do uso correto de tecnologias internas: “a proteção eficiente exige uma hierarquia técnica. Enquanto o SPDA cuida da descarga direta, a coordenação de dispositivos DPS de classes I, II e III — conforme exigido pelas NBR 5410 e 5419 — é o que blinda os equipamentos de precisão contra surtos conduzidos.
A engenharia moderna trata a proteção contra surtos como o seguro de vida do hardware industrial”, afirma o supervisor de vendas.
Falta de manutenção periódica em sistemas de proteção expõe empresas ao prejuízo total
Um ponto crítico para os diretores financeiros em 2026 é a postura das companhias de seguro.
Em caso de queima de equipamentos ou incêndios causados por raios, a perícia técnica exige o laudo de conformidade do SPDA e a comprovação de que as proteções internas estavam devidamente instaladas.
Se ficar provado que o sistema não seguia a NBR 5419 ou que não houve manutenção periódica, a cobertura é negada sob a justificativa de negligência na gestão de riscos.
Dessa forma, a implementação de projetos de aterramento e proteção contra surtos torna-se a única defesa real contra o prejuízo financeiro total.
A segurança jurídica e a preservação do patrimônio dependem de uma infraestrutura que trate as descargas atmosféricas como variáveis controláveis através da engenharia.
Garantir a resiliência elétrica frente ao clima é o alicerce indispensável para qualquer organização que dependa da tecnologia para operar e prosperar no cenário econômico atual.
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Victor Raimundi
victor.raimundi@liveseo.com.br
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