Alta dos preços dos fertilizantes tem feito com que muitos produtores rurais optem por bioinsumos
Com a alta dos preços dos fertilizantes devido aos conflitos em diversas regiões do mundo, os bioinsumos, que são produtos de origem biológica usados na agricultura para substituir ou reduzir o uso de agroquímicos sintéticos como pesticidas e fertilizantes químicos, vêm sendo alternativas viáveis para os produtores rurais, que buscam diversificar o manejo das lavouras devido às volatilidades do mercado de insumos agrícolas.
De acordo com um levantamento da consultoria SIA (Serviço de Inteligência em Agronegócios), com base em dados da CropLife Brasil e ANPII Bio, o mercado de bioinsumos já movimenta entre R$5,5 bilhões e R$6 bilhões, representando cerca de 10% do mercado de proteção de cultivos no país.
Com importações de fertilizantes chegando a ficar entre 85% e 90% (Conab, 2025), o Brasil acaba precisando dos bioinsumos como aliados aos defensivos agrícolas, evitando assim que eventos de liquidez forçada acabem causando uma dependência do agronegócio em produtos estrangeiros, fortalecendo assim a indústria nacional.
Fellipe Parreira, Portfólio e Acesso no Grupo GIROAgro, explica que os bioinsumos conseguem unir diferentes benefícios em diversas frentes: “Os bioinsumos têm se mostrado aliados estratégicos na construção de uma agricultura mais equilibrada e menos dependente de produtos sintéticos. A rápida expansão mostra que o setor agropecuário busca unir produtividade, sustentabilidade e responsabilidade ambiental”.
Quatro grandes fatores sustentam essa ascensão dos bioinsumos, segundo a CropLife, (organização internacional que representa a indústria de agroquímicos e sementes): a profissionalização da indústria; o manejo integrado de defensivos químicos e bioinsumos, com efeito positivo no controle de pragas e doenças resistentes; o aumento da adoção entre os agricultores; e as novas formulações e tecnologias em produtos biológicos.
O crescimento do setor não mostra sinais de desaceleração. O mercado de bioinsumos no Brasil alcançou R$ 6,2 bilhões em 2025, registrando crescimento de 15% sobre o ano anterior, o maior avanço desde o início da série histórica, em 2022.
A área tratada com bioinsumos avançou 28% no mesmo período, alcançando 194 milhões de hectares.
Para 2026, as perspectivas são ainda mais expressivas: as empresas associadas à ANPII Bio projetam crescimento de 17% no consumo de bioinsumos no país.
A Embrapa aponta que o Brasil já está entre os maiores mercados globais do setor, com estimativas de crescimento anual entre 15% e 20% e potencial para superar R$ 9 bilhões nos próximos anos.
No cenário global, o Brasil responde por entre 15% e 18% do segmento e concentra cerca de 50% das movimentações na América Latina.
No que se refere à novas tecnologias, os inoculantes podem ser ideais para os produtores agrícolas, especialmente os de soja, já que eles reduzem a dependência de nitrogênio sintético.
Fellipe os comenta como peça central no setor da soja: “A Fixação Biológica de Nitrogênio é um dos pilares da eficiência da soja.
Com uma inoculação bem feita, a planta acessa o nitrogênio atmosférico de forma natural, desenvolve um sistema radicular mais robusto e ganha maior estabilidade produtiva, fornecendo o nutriente de maior demanda pela cultura da soja”.
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