Foto: Fabrizio Gueratto
Grandes companhias podem criar verticais financeiras próprias para gerar receita, reduzir fricções e ganhar mais controle sobre a jornada do cliente, mas muitas ainda deixam essa oportunidade escapar para bancos.
O avanço dos serviços financeiros digitais no Brasil abriu uma nova frente de competição para empresas que, mesmo fora do sistema financeiro, já concentram os principaisativos de uma fintech: cliente, dado, recorrência e distribuição.
Em um país onde o Pix se tornou o principal meio de pagamento, respondendo por 54,7% das transações no segundo semestre de 2025, e onde cartões, TED, boletos e transferências movimentaram R$ 68,2 trilhões no mesmo período, a relação entre consumo, crédito e pagamento deixou de estar restrita aos bancos.
Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias chegou a 80,4% em março de 2026, o maior nível da série histórica da CNC, enquanto 29,6% das famílias tinham dívidas em atraso. Esse cenário mostra uma oportunidade dupla: consumidores e empresas precisam de soluções financeiras mais integradas à sua rotina, e companhias com grande base de clientes podem transformar essa dor em receita, eficiência e fidelização.
O problema é que muitas organizações ainda tratam crédito, pagamentos, contas digitais, antecipação de recebíveis e seguros como serviços terceirizados, deixando parte relevante da margem para bancos, adquirentes e fintechs independentes.
A possibilidade de criar verticais financeiras próprias deixou de ser uma estratégia restrita a gigantes do varejo e passou a fazer sentido para empresas de saúde, educação, logística, franquias, serviços B2B e plataformas com relacionamento recorrente.
O Magazine Luiza foi um dos exemplos mais conhecidos desse movimento ao comprar a Hub Fintech por R$ 290 milhões, em 2020, para fortalecer sua plataforma de serviços financeiros.
Na época, a companhia afirmou que mais de 29 milhões de clientes pessoas físicas e 40 mil vendedores do marketplace passariam a contar com uma conta digital gratuita e integrada ao superapp, com recursos como Pix, transferências, pagamentos, depósitos, saques e cartão físico.
No Carrefour, a operação financeira também mostra como o varejo pode ampliar a jornada do consumidor para além da compra de produtos, com cartão aceito nas redes Carrefour, Atacadão e Sam’s Club, opções de parcelamento, crédito pessoal, seguros, recarga, saque e pagamento de contas.
Para Letícia Moschioni, sócia fundadora da Finscale, o ponto central é que a empresa não precisa “virar banco” para capturar valor financeiro dentro da própria operação.
“Muitas companhias já têm a base de clientes, os dados e a recorrência necessários para criar uma vertical financeira, mas ainda enxergam esse movimento como algo distante ou exclusivo das grandes fintechs. Quando a solução nasce conectada à jornada do cliente, ela deixa de ser apenas um produto financeiro e passa a resolver uma dor real do negócio”, afirma.
O benefício mais evidente está na criação de novas receitas, mas o impacto vai além do faturamento. Uma empresa de educação pode trocar descontos recorrentes por financiamento estudantil, preservando margem e reduzindo evasão.
Uma rede de saúde pode oferecer parcelamento ou crédito para tratamentos, ampliando acesso sem depender apenas de convênios ou meios de pagamento tradicionais.
Uma companhia de logística pode antecipar fretes, organizar contas digitais para motoristas e reduzir o descasamento entre recebimento e custo operacional.
Uma rede de franquias pode estruturar capital de giro, seguros e meios de pagamento para franqueados, fortalecendo o ecossistema e melhorando a saúde financeira da rede.
A tendência ganha força em um ambiente macroeconômico em que crédito ainda é caro, a inadimplência segue elevada e as empresas buscam fontes adicionais de receita sem necessariamente ampliar estoques, abrir novas unidades ou depender apenas de crescimento orgânico.
O Banco Central cortou a Selic para 14,50% ao ano em abril de 2026, mas manteve uma postura cautelosa diante de pressões inflacionárias e incertezas externas, o que preserva um custo de capital elevado para consumidores e empresas.
Nesse contexto, soluções financeiras integradas podem funcionar como instrumento de conversão, fidelização e gestão de risco, desde que sejam estruturadas com critérios técnicos.
O Mercado Livre é um exemplo de como comércio, logística e serviços financeiros passaram a caminhar juntos: a companhia anunciou investimento de R$ 57 bilhões no Brasil em 2026, com recursos voltados à expansão logística, ao marketplace e ao aumento da carteira de crédito do Mercado Pago, seu braço financeiro.
Para Letícia Moschioni, a próxima fase do mercado não será marcada apenas pelo nascimento de novas fintechs independentes, mas pela financeirização estratégica de empresas que já têm distribuição.
“O maior erro é começar pela tecnologia antes de entender o modelo econômico. Uma vertical financeira exige diagnóstico, risco, governança, parceiros corretos e acompanhamento contínuo. Quando isso é bem estruturado, a empresa cria uma receita nova, melhora a experiência do cliente e reduz a dependência de intermediários”, conclui.
Sobre a Finscale
A Finscale é uma empresa especializada na estruturação de operações financeiras para companhias que desejam transformar serviços financeiros em uma nova linha de receita.
Atuando na interseção entre estratégia, tecnologia e execução, a empresa apoia organizações de diferentes setores na criação e desenvolvimento de suas próprias verticais financeiras.
Com atuação já consolidada, a Finscale apoiou mais de 300 empresas atendidas, viabilizando mais de 1 bilhão em operações financeiras e com presença em 15 setores, o que reforça sua capacidade de adaptar soluções a diferentes modelos de negócio e níveis de maturidade.
A atuação começa com um diagnóstico estratégico aprofundado, que identifica oportunidades dentro da operação da empresa relacionadas à geração de receita, redução de custos e ganho de eficiência por meio de soluções financeiras.
A partir desse mapeamento, a Finscale desenvolve projetos personalizados que conectam o modelo de negócio da companhia a soluções como crédito, pagamentos, contas digitais e outros serviços financeiros integrados.
Além da fase de diagnóstico e estruturação, a empresa também atua na consultoria especializada para fintechs e operações financeiras, apoiando desde a modelagem econômica até a definição de parceiros, tecnologia e governança.
Esse trabalho é conduzido por uma equipe fundada por colocar nome, com experiência prática na criação e escala de operações financeiras.
A atuação se estende ainda para a fase de implementação e pós-operação, garantindo que a estratégia seja executada de forma eficiente e sustentável ao longo do tempo.
Com uma abordagem ponta a ponta, a Finscale permite que empresas deixem de ser apenas usuárias do sistema financeiro e passem a operar dentro dele, com maior controle, previsibilidade e geração de valor recorrente.
Assessoria de Imprensa
Fabrizio Gueratto: 11 9 8272-8676
Priscila Oliveira: 11 9 8171 4242

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