Um homem de 40 anos, morador do Rio Grande do Sul, foi preso após simular o próprio sequestro para conseguir dinheiro de familiares.
A farsa foi descoberta pela Polícia Civil durante uma investigação que terminou em um motel de Dourados, em Mato Grosso do Sul. Um casal também foi preso, suspeito de participação no esquema de extorsão e tráfico de drogas.O homem estava desaparecido desde 12 de outubro.
Preocupados, familiares procuraram a polícia após receberem mensagens pelo WhatsApp com ameaças de morte e exigências de dinheiro.
Os supostos sequestradores afirmavam que matariam a vítima caso as autoridades fossem acionadas.A família também recebeu fotografias intimidatórias e áudios nos quais o próprio homem pedia dinheiro, reforçando a suspeita de que ele estivesse sendo mantido em cativeiro.A investigação foi iniciada na segunda-feira (19) pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), que analisou mensagens, imagens de câmeras de segurança e informações sobre veículos relacionados ao desaparecimento.
As diligências levaram os policiais até um motel, onde o homem foi encontrado sozinho em um quarto. Segundo a Polícia Civil, ele estava hospedado no local havia vários dias e consumia cocaína.
Durante o interrogatório, o homem admitiu que havia inventado o sequestro para conseguir dinheiro dos familiares.
Ele teria acumulado uma dívida de aproximadamente R$ 1,5 mil com fornecedores de drogas e relatou ter sido pressionado por um dos envolvidos a participar da encenação.No decorrer das investigações, os policiais identificaram um casal suspeito de fornecer entorpecentes ao homem e participar da extorsão.
Os dois foram abordados quando chegaram ao motel.Com a mulher, os agentes encontraram dez porções de cocaína. Na residência do casal, foram apreendidas outras duas porções da droga, uma balança de precisão e uma embalagem com resíduos de entorpecentes.Os três suspeitos foram presos em flagrante na terça-feira (20).
O casal também foi autuado por tráfico de drogas.Os celulares dos envolvidos foram apreendidos para perícia.
A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão das prisões em flagrante em preventivas.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Foto:Polícia Civil

