Encontro de cerâmica indígena reúne artistas em Porto Murtinho e Bodoquena

O 2º Encontro Ancestral de Cerâmica Indígena reunirá artistas Macuxi, Wai Wai e Kadiwéu de 10 a 12 de outubro, em Mato Grosso do Sul. A programação será realizada na aldeia Alves de Barros, na Terra Indígena Kadiwéu, em Porto Murtinho, e terminará com um bazar em Bodoquena.

O encontro promoverá a troca de conhecimentos sobre barro, pigmentos naturais, técnicas de produção, valorização e comercialização da cerâmica indígena. A iniciativa é idealizada pelo projeto Vidas e Vozes Kadiwéu, do Instituto Terra Brasilis, em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

A programação também inclui formação em precificação e estratégias de vendas. O projeto prevê ainda gravações para um ambiente imersivo em realidade virtual 360º, com registros de etapas como a coleta do barro e a queima da cerâmica.

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Programação do encontro

No sábado, 10 de outubro, a aldeia Alves de Barros receberá, das 10h às 16h, um treinamento sobre precificação e estratégias de vendas. A atividade será seguida por conversas sobre a comercialização da produção ancestral.

No domingo (11), as atividades serão voltadas às técnicas, aos processos de produção e às formas de valorização da cerâmica, também na aldeia Alves de Barros.

Na segunda-feira (12), o Bazar da Associação das Mulheres Artistas Kadiwéu (AMAK) encerrará a programação com venda de cerâmicas, cestarias, roupas e biojoias Kadiwéu. O evento será realizado das 9h às 17h, na sede da Associação das Comunidades Indígenas da Reserva Kadiwéu (ACIRK), na Rua Guilherme Maidama, 128, em Bodoquena.

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Saberes e território

As mulheres Kadiwéu utilizam barro, pigmentos naturais encontrados em nascentes, pedras e riachos, além da resina do pau-santo, chamado Elegigo na língua Kadiwéu, para detalhes do acabamento preto e brilhante das peças.

Na comunidade Raposa I, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, mulheres Macuxi também aprendem a produção cerâmica entre diferentes gerações. A relação entre o ofício e os territórios será abordada durante o encontro diante das ameaças provocadas por incêndios, ondas de calor e secas prolongadas.

A primeira edição ocorreu em 2022, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, com participação de artistas Macuxi, Kadiwéu e Terena. A continuidade da iniciativa integra as ações do projeto Vidas e Vozes Kadiwéu.

Links e documentos citados

Fonte: www.perfilnews.com.br