Complexo de celulose de US$ 1,84 bilhão é projetado em Alto Araguaia

Um complexo de celulose estimado em US$ 1,84 bilhão, cerca de R$ 10,35 bilhões, é projetado pela Euca Energy em Alto Araguaia, no sul de Mato Grosso. O empreendimento prevê uma fábrica com capacidade de 2 milhões de toneladas por ano, uma usina de biomassa de 372 megawatts e estrutura ferroviária própria.

Segundo dados divulgados pela Industrial Info Resources, o projeto está na fase de licenciamentos ambiental, governamental e financeiro, prevista para se estender até janeiro de 2027. A aprovação do investimento é esperada para junho de 2027.

Novo complexo de celulose de US$ 2 bilhões em Mato Grosso reforça expansão do setor que tem Três Lagoas como polo regional
Com isso, Três Lagoas se mantém como epicentro da cadeia, reunindo indústrias, fornecedores, transporte, serviços especializados, mão de obra e base florestal de eucalipto.

Projeto prevê fábrica e terminal ferroviário

O plano inclui produção de celulose a partir de eucalipto, um ramal ferroviário próprio e um terminal de cargas sobre trilhos para o escoamento da produção. O cronograma informado prevê cotações de equipamentos em agosto, lançamento dos documentos de licitação em outubro, início das obras em dezembro de 2027 e conclusão em dezembro de 2028.

A engenharia conta com consultoria da AFRY Brasil, enquanto os estudos ambientais são conduzidos pela Yama Engambi. Valmet e ANDRITZ Brasil estão entre as empresas avaliadas como possíveis fornecedoras de tecnologia.

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Três Lagoas concentra operações em Mato Grosso do Sul

O projeto de Alto Araguaia é anunciado em um momento de expansão da indústria de celulose em Mato Grosso do Sul. Três Lagoas concentra as operações da Suzano, com duas linhas industriais, e da Eldorado Brasil. O Estado também tem uma unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo.

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De acordo com dados do Imasul, a Suzano opera três unidades em Mato Grosso do Sul: duas em Três Lagoas e uma em Ribas do Rio Pardo. A cadeia reúne indústrias, fornecedores, transporte, serviços especializados, mão de obra e base florestal de eucalipto.

Novos projetos avançam na região

Em Ribas do Rio Pardo, a Suzano implantou o Projeto Cerrado, com capacidade aproximada de 2,55 milhões de toneladas de celulose por ano. Em Inocência, a Arauco desenvolve o Projeto Sucuriú, estimado em US$ 4,6 bilhões, cerca de R$ 25 bilhões, e com capacidade projetada de 3,5 milhões de toneladas anuais.

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A pedra fundamental do Projeto Sucuriú foi lançada em abril de 2025, com previsão de início das operações no final de 2027. Em Bataguassu, a Bracell planeja uma unidade com capacidade de 2,5 milhões de toneladas por ano. Em janeiro de 2026, o Governo de Mato Grosso do Sul informou que o empreendimento havia obtido licença prévia e aguardava a licença de instalação.

A estrutura ferroviária prevista para Alto Araguaia acompanha a necessidade de movimentar grandes volumes de madeira, insumos e celulose. O cenário amplia a importância de infraestrutura, fornecedores, transporte e mão de obra para os projetos do setor no Centro-Oeste.

Links e documentos citados

Fonte: www.perfilnews.com.br