O desabafo publicado hoje em um perfil do Facebook resume o sentimento de impotência e preocupação de quem conhece a realidade local: “A história se repete, crianças m@tand0 aula pulando na laje da Cascalheira”. A postagem é um reflexo direto do perigo real e imediato que ronda as margens do Rio Paraná, em Três Lagoas (MS), onde a imprudência insiste em desafiar a memória de tragédias recentes.
A frase serve como um doloroso lembrete de que, mesmo após perdas recentes na região, o comportamento de risco continua atraindo crianças e adolescentes para o local.
A área da Cascalheira, marcada por um terreno irregular e profundidades traiçoeiras devido à antiga extração de materiais, não é um ambiente seguro para brincadeiras e saltos, especialmente longe da supervisão de adultos ou durante o horário em que os jovens deveriam estar na escola.
Enquanto a comunidade lamenta as vidas interrompidas pelas águas, flagrantes como o relatado na rede social mostram que o alerta das autoridades precisa ser reforçado com urgência dentro das salas de aula e, principalmente, no ambiente familiar. O limite entre a diversão e a tragédia na Cascalheira continua sendo assustadoramente estreito.
João Maria Vicente
Foto – Reprodução Facebook
