Sabe aquela conversa de bar que começa com um “imagina se a gente…” e quase nunca sai do papel? Pois onze amigos resolveram levar a sério. De terça a sábado, o grupo encarou uma travessia inédita de 360 quilômetros (ida e volta) descendo o Rio Verde, em Mato Grosso do Sul, de Água Clara até Brasilândia. Um roteiro de cinco dias feito sob medida para quem gosta de natureza, peixe na brasa e zero pressa.

A jornada começou no rancho do Hélio e seguiu a filosofia do acampamento itinerante: desmonta a barraca de manhã, navega rio abaixo e monta a base em um novo canto ao pôr do sol. “É a primeira vez que uma turma faz esse percurso inteiro nessa dinâmica”, contou Gino Camargo, um dos navegantes da empreitada.
Além de Gino, para dar conta da navegação, os barcos ficaram sob o comando firme de Eduardinho, Fernando, Nego e Toizinho — a ala sul-mato-grossense da expedição.

Para completar a tripulação, uma turma veio direto de Ponta Grossa, no Paraná, só para realizar o antigo sonho da pescaria de longo curso.
E o itinerário da viagem? O mais simples e eficiente possível. O cardápio teve pintado e piapara fisgados na hora — só o suficiente para o consumo do grupo, mantendo o respeito ao rio. Entre um arremesso e outro, dia e noite, o tempo passou do jeito que manda o figurino: truco bem jogado, conversa fiada e bebida gelada para brindar a conquista.
João Maria Vicente
Foto – Arquivos pessoais

