A CTG Brasil, responsável pelas usinas hidrelétricas de Três Lagoas e Jupiá, realizou nesta quarta-feira (16) uma reunião pública para apresentar o Sistema de Operação em Situação de Emergência (SOSEm) e o Plano de Ação de Emergência (PAE) da barragem da Usina Hidrelétrica Jupiá.
O encontro aconteceu no Plenarinho da Câmara Municipal de Três Lagoas e teve caráter preventivo e informativo.Durante a reunião, equipes técnicas detalharam as medidas previstas para uma eventual situação de emergência, os procedimentos de comunicação e os mecanismos de resposta rápida.
A proposta é integrar as ações da empresa com os órgãos responsáveis pela gestão de riscos e pela proteção da população.De acordo com a engenheira civil da CTG Brasil, Ludmilla Pereira, o planejamento começa pelo levantamento das áreas que poderiam ser impactadas em uma eventual ocorrência.
A empresa também realizou um cadastro dos moradores dessas regiões.Foram reunidas informações como quantidade de moradores, faixa etária, pessoas com necessidades específicas, telefones de contato e meios de comunicação utilizados pela população.
Segundo Ludmilla, esses dados ajudam a definir estratégias de comunicação em uma situação de emergência.Preparação para cheias
Outro ponto apresentado foi a preparação da usina para os períodos de cheia. Segundo a técnica, a estrutura é projetada para suportar um pico de cheia previsto nos cálculos de engenharia, enquanto o acompanhamento do nível da água integra os procedimentos de operação e prevenção.
A preparação é realizada anualmente e inclui a inspeção dos equipamentos de descarga e o teste das comportas. Os procedimentos permitem verificar o funcionamento das estruturas e identificar eventuais necessidades de manutenção antes do período de cheia.Para este ano, a usina também ampliou o estoque de diesel dos grupos geradores.
A medida aumenta a autonomia dos equipamentos caso haja dificuldade de acesso à usina durante uma eventual situação de emergência.
A empresa ainda realiza testes para simular interrupções no fornecimento de energia e revisa procedimentos e manuais.Integração com órgãos públicos
O Corpo de Bombeiros também participou da reunião. Para o tenente Reinaldo Cândido, a apresentação do plano é importante para que as informações não fiquem restritas à empresa, mas sejam compartilhadas com a população e as instituições envolvidas.
O oficial afirmou que a corporação acompanha os riscos relacionados à usina e recebe o plano durante o processo de validação do certificado de vistoria. Segundo ele, os Bombeiros também monitoram informações relacionadas a alterações de nível, vazão e volume de água.
A Defesa Civil destacou a importância do encontro para ampliar o conhecimento sobre o plano e definir ações conjuntas. Segundo o coordenador Celso de Souza, a reunião deve gerar novas deliberações envolvendo medidas preventivas na região, incluindo questões relacionadas a linhas de transmissão e manutenção de estruturas.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de RCN67
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