Bebê de 1 ano é internado após picada de aranha e sofre necrose no pé

O que inicialmente parecia apenas um inchaço no tornozelo, enquanto aprendia a dar os primeiros passos, se transformou em uma situação grave para a família do pequeno Kevin do Nascimento de Andrada, que completou 1 ano no dia 25 de agosto.

O bebê está internado na Santa Casa de Campo Grande desde a madrugada de 29 de agosto, após sofrer complicações provocadas por uma picada de aranha.

Segundo a mãe, a diarista Quézia do Nascimento Torres, os primeiros sinais apareceram no dia seguinte ao aniversário do filho.

O tornozelo de Kevin começou a inchar e, inicialmente, a família acreditou que ele pudesse ter sofrido uma torção, já que estava aprendendo a andar.

A criança foi levada a uma unidade de saúde do Coronel Antonino, onde recebeu medicação e orientação para retornar caso o quadro piorasse.Nos dias seguintes, porém, o pé apresentou aumento significativo do inchaço, vermelhidão e manchas roxas.

Preocupada com a evolução dos sintomas, a família procurou orientação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levou o bebê até uma unidade de saúde do bairro Santa Mônica.Um exame de raio-X descartou a possibilidade de fratura.

Diante do quadro, foi solicitada uma vaga para avaliação com um ortopedista e, por volta da 1h do dia 29, Kevin foi encaminhado para a Santa Casa.Na unidade hospitalar, exames apontaram comprometimento dos rins e do fígado, além de uma infecção grave na região atingida.

Segundo a mãe, os médicos precisaram colocar um acesso no pescoço e realizar a drenagem do pé, que já apresentava uma área significativa de necrose.Atualmente, Kevin permanece internado e é acompanhado pela equipe de cirurgia plástica.

O bebê está recebendo tratamento com antibióticos durante 21 dias.

A infecção que atingiu os órgãos já está controlada, mas o ferimento no pé ainda exige acompanhamento constante.A equipe médica também avalia a evolução da lesão para verificar a necessidade de realização de um enxerto.

Família enfrenta dificuldades durante internaçãoEnquanto acompanha o filho no hospital, Quézia está temporariamente sem poder trabalhar como diarista e também deixou de obter renda com a venda de doces.

A situação tem dificultado o pagamento das despesas da casa, transporte e o sustento das duas filhas mais velhas, de 6 e 10 anos, que estão sob os cuidados da avó durante a internação de Kevin.

A família segue acompanhando a recuperação do bebê e aguarda a evolução do ferimento para saber quais serão os próximos procedimentos necessários.

Tatiane Linhares Vicente, com informações de Campo Grande News

Foto:Reprodução