Moradores da região do bairro Interlagos, em Três Lagoas, têm relatado a presença de capivaras circulando pelas ruas e, em alguns casos, entrando em terrenos e quintais de residências.
Segundo a fiscalização ambiental, o comportamento está principalmente relacionado à busca por alimento.Apesar dos registros, a população de capivaras na Lagoa Maior está dentro de uma faixa considerada adequada. Uma contagem realizada nesta semana identificou 92 animais no local.
De acordo com o fiscal ambiental Flávio Fardim, quando o número fica próximo de 100 capivaras, a lagoa consegue oferecer condições suficientes para o grupo, sem provocar uma disputa significativa por alimento.
A situação é diferente da registrada em anos anteriores, quando a Lagoa Maior chegou a concentrar cerca de 180 capivaras.
Com a população elevada, os animais passaram a se espalhar com maior frequência pela área urbana, aumentando o risco de atropelamentos e de ocorrências em imóveis e estabelecimentos.
“Quando está nessa faixa de 100, um pouco menos de 100, é um número que a lagoa comporta bem”, explicou Fardim.Busca por alimento
A saída das capivaras das lagoas é considerada um comportamento natural, especialmente durante períodos mais secos.
Quando encontram menos alimento disponível, os animais procuram áreas com vegetação, como terrenos baldios, gramados e quintais.Por isso, casas com portões abertos e áreas gramadas podem acabar sendo visitadas pelas capivaras.
A fiscalização já recebeu registros de animais que entraram em propriedades durante esses deslocamentos.Neste ano, porém, os episódios estão menos frequentes.
Mesmo com o início do período mais seco, as chuvas ajudaram a manter a vegetação ao redor das lagoas, garantindo alimento para os animais.
Com isso, ainda não foi necessário fornecer cana triturada ou outros alimentos, medida que já precisou ser adotada em anos anteriores.Animais circulam entre as lagoas
A contagem oficial é realizada principalmente na Lagoa Maior, onde a população é mais estável e o monitoramento é facilitado. Nas lagoas do meio e menor, a vegetação mais alta dificulta a identificação dos animais.Segundo a fiscalização, as capivaras vivem em grupos e estabelecem territórios.
Elas podem circular entre as lagoas, mas geralmente permanecem próximas aos seus respectivos grupos.Atualmente, os 92 animais registrados na Lagoa Maior não são considerados uma população excessiva.
A atenção aumenta quando o número ultrapassa 120 e, principalmente, quando se aproxima de 150 capivaras, faixa em que a competição por alimento tende a crescer e pode provocar maior dispersão pela cidade.Além das capivaras, Três Lagoas também registra a presença de outras espécies silvestres em áreas urbanas, favorecidas pela existência de áreas verdes e cursos d’água, como araras, tamanduás e até antas.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de RCN67
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